Pai de suspeito pelo ataque em Berlim diz que filho 'sofreu lavagem cerebral'

Suposto cúmplice do atentado foi libertado por falta de provas

27 jul 2026 - 14h15
(atualizado às 14h31)

O pai do suspeito pelo atentado contra uma multidão na Parada do Orgulho em Berlim afirmou que seu filho "sofreu uma lavagem cerebral" para ter cometido o ato.

Portão de Brandemburgo é iluminado com as cores do arco-íris após ataque à Parada do Orgulho
Portão de Brandemburgo é iluminado com as cores do arco-íris após ataque à Parada do Orgulho
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em entrevista à Der Spiegel, Tawfik Ballout, de 64 anos, libanês que vive em seu país natal, declarou que sua família é xiita e não apoia o Estado Islâmico. Segundo ele, embora suas filhas usem o hijab, "elas não são extremamente religiosas".

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Já seu filho Abdul Ballout, de 21 anos, principal suspeito pelo ataque realizado na noite de sábado (25) que foi morto ontem durante uma perseguição policial, "adorava" os sunitas.

O homem contou à Der Spiegel que havia perguntado ao filho, algum tempo atrás, o que ele achava do Estado Islâmico: o rapaz teria dito que considerava o grupo terrorista "ruim". Contudo, Abdul entrou em conflito com o pai por causa de seu cabelo e barba.

"Eu não o deixava deixar a barba crescer", declarou Tawfik, que, aparentemente, via isso como um sinal de extremismo.

Segundo Tawfik, Abdul era "generoso, emotivo e carinhoso", com "coração de criança".

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Sobre o ataque, no qual o jovem é acusado de avançar com uma van contra uma multidão que participava de um evento LGBTQIA+ em Berlim, tendo deixado um morto e 29 feridos, o pai tem apenas uma explicação: "Fizeram uma lavagem cerebral nele".

O porta-voz da Procuradoria Federal anunciou nesta segunda-feira (27) que um segundo suspeito, apontado como um suposto passageiro da van conduzida por Ballout no momento do ataque, foi libertado por falta de provas.

Também hoje, o prefeito da capital alemã, Kai Wagner, informou que a vítima do atentado no sábado era uma mulher de nacionalidade polonesa, de 65 anos, que participava da Parada do Orgulho com a filha, a qual ficou ferida.

No domingo, o ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, confirmou que se trata de um "ataque terrorista islâmico". Segundo ele, Ballout é um simpatizante do Estado Islâmico.

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Após atropelar os participantes da Parada do Orgulho, o suspeito teria atacado pedestres com uma faca e um facão.

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