O pai do suspeito pelo atentado contra uma multidão na Parada do Orgulho em Berlim afirmou que seu filho "sofreu uma lavagem cerebral" para ter cometido o ato.
Em entrevista à Der Spiegel, Tawfik Ballout, de 64 anos, libanês que vive em seu país natal, declarou que sua família é xiita e não apoia o Estado Islâmico. Segundo ele, embora suas filhas usem o hijab, "elas não são extremamente religiosas".
Já seu filho Abdul Ballout, de 21 anos, principal suspeito pelo ataque realizado na noite de sábado (25) que foi morto ontem durante uma perseguição policial, "adorava" os sunitas.
O homem contou à Der Spiegel que havia perguntado ao filho, algum tempo atrás, o que ele achava do Estado Islâmico: o rapaz teria dito que considerava o grupo terrorista "ruim". Contudo, Abdul entrou em conflito com o pai por causa de seu cabelo e barba.
"Eu não o deixava deixar a barba crescer", declarou Tawfik, que, aparentemente, via isso como um sinal de extremismo.
Segundo Tawfik, Abdul era "generoso, emotivo e carinhoso", com "coração de criança".
Sobre o ataque, no qual o jovem é acusado de avançar com uma van contra uma multidão que participava de um evento LGBTQIA+ em Berlim, tendo deixado um morto e 29 feridos, o pai tem apenas uma explicação: "Fizeram uma lavagem cerebral nele".
O porta-voz da Procuradoria Federal anunciou nesta segunda-feira (27) que um segundo suspeito, apontado como um suposto passageiro da van conduzida por Ballout no momento do ataque, foi libertado por falta de provas.
Também hoje, o prefeito da capital alemã, Kai Wagner, informou que a vítima do atentado no sábado era uma mulher de nacionalidade polonesa, de 65 anos, que participava da Parada do Orgulho com a filha, a qual ficou ferida.
No domingo, o ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, confirmou que se trata de um "ataque terrorista islâmico". Segundo ele, Ballout é um simpatizante do Estado Islâmico.
Após atropelar os participantes da Parada do Orgulho, o suspeito teria atacado pedestres com uma faca e um facão.