Trump oferece US$5.000 a cada norte-americano se republicanos vencerem eleições legislativas de meio de mandato

10 set 2026 - 09h48
Resumo
Para tentar garantir a vitória nas eleições de meio de mandato, Donald Trump prometeu pagar US$ 5.000 a cada adulto norte-americano caso os republicanos mantenham o controle do Congresso, medida que custaria cerca de US$ 1,35 trilhão e tem viabilidade legal incerta. Em convenção partidária em Dallas, o presidente se colocou no centro da campanha para mobilizar sua base, apesar dos baixos índices de aprovação gerados pela insatisfação popular com o custo de vida e o conflito contra o Irã.

O presidente ‌dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quarta-feira que pagaria a cada adulto norte-americano um "dividendo Trump" de US$5.000 caso os republicanos mantenham o controle do Congresso nas eleições legislativas de meio de mandato de novembro, uma tentativa extraordinária de persuadir os eleitores a apoiarem seu partido.

Presidente dos EUA, Donald Trump, na Convenção Nacional Republicana para as eleições legislativas de meio de mandato, em Dallas, Texas, EUA
9 de setembro de 2026 REUTERS/Evan Vucci
Presidente dos EUA, Donald Trump, na Convenção Nacional Republicana para as eleições legislativas de meio de mandato, em Dallas, Texas, EUA 9 de setembro de 2026 REUTERS/Evan Vucci
Foto: Reuters

Trump apresentou a proposta na primeira convenção do Partido Republicano para a eleição de meio de mandato, mas não ficou imediatamente claro ⁠como os pagamentos funcionariam ou se seriam legais. Com aproximadamente 270 milhões de adultos nos EUA, a ‌ideia custaria cerca de US$1,35 trilhão.

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Durante um discurso no horário nobre que durou uma hora e 45 minutos, Trump se gabou de ter completado "os dois melhores anos da história da Presidência", colocando-se bem ‌no centro da eleição, apesar de sua impopularidade cada vez maior.

Mas ‌não ficou claro se seu discurso no estilo de campanha atrairia os eleitores indecisos decisivos ⁠que, segundo as pesquisas de opinião, se afastaram do partido de Trump, em meio à crescente insatisfação com o custo de vida e a guerra contra o Irã.

"Se entregarmos o futuro dos Estados Unidos aos democratas de esquerda radical, nossa nação passará a próxima década apenas tentando se reerguer", disse ele. "Votem nos republicanos e deixaremos o mundo comendo poeira por muitas gerações."

O encontro de dois dias em ‌Dallas, onde Trump também fará o discurso de encerramento na quinta-feira após a palestra principal do vice-presidente JD ‌Vance, ressalta até que ponto ⁠o destino dos republicanos está ⁠ligado a Trump e serve como vitrine para sua estratégia antes das eleições de meio de mandato de 3 ⁠de novembro.

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O evento estava tão centrado no presidente que ‌o presidente do Comitê Nacional Republicano (RNC, ‌na sigla em inglês), Joe Gruters, informalmente o apelidou de "Trumpapalooza", uma referência ao popular festival de música Lollapalooza.

O foco em Trump equivale a uma aposta arriscada de que ele possa mobilizar os eleitores que o levaram à Presidência há dois anos, apesar das pesquisas de opinião indicarem que ⁠seus índices de aprovação atingiram o nível mais baixo de todos os tempos. O presidente prometeu fazer várias visitas a Estados e distritos disputados nas oito semanas que antecedem o dia da eleição.

"Peço que finjam que estou na cédula eleitoral", disse Trump, uma frase que pode ter agradado tanto aos estrategistas de campanha democratas quanto aos eleitores do ‌movimento MAGA.

A convenção apresentou uma escolha difícil, especialmente para os republicanos que enfrentam eleições complicadas e que talvez precisem se distanciar do presidente para ampliar seu apelo, mas não podem se dar ao ⁠luxo de alienar os apoiadores mais comprometidos de Trump.

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Muitos desses republicanos não compareceram à convenção, incluindo o deputado Tom Barrett, de Michigan, o senador Dan Sullivan, do Alasca, e a senadora Susan Collins, do Maine, todos enfrentando fortes adversários democratas.

Alguns, no entanto, optaram por viajar para Dallas. Pelo menos 16 candidatos em disputas acirradas pela Câmara e pelo Senado devem discursar, de acordo com a programação do RNC. Entre aqueles que discursaram na quarta-feira estavam o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, um aliado próximo de Trump que está em uma disputa acirrada pelo Senado com o parlamentar democrata James Talarico, e o senador de Ohio, Jon Husted, que enfrenta o ex-senador Sherrod Brown.

Embora Trump tenha insistido que a arena de 21 mil lugares estava "lotada", as arquibancadas superiores permaneceram praticamente vazias durante seu discurso, que encerrou a programação da quarta-feira.

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