Trump inaugura Conselho de Paz e anuncia 10 bi de dólares para Gaza

'Quem não aderiu, irá aderir', disse presidente americano

19 fev 2026 - 12h58
(atualizado às 13h13)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inaugurou nesta quinta-feira (19) o Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, em evento realizado em Washington. Ele anunciou que seu governo irá contribuir com US$ 10 bilhões para a ação.

Trump inaugurou Conselho de Paz para Gaza nesta quinta
Trump inaugurou Conselho de Paz para Gaza nesta quinta
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Acho que nunca houve nada mais potente e prestigioso [do que essa inauguração]", declarou Trump na abertura de seu projeto, acrescentando em seguida: "O que estamos fazendo é muito simples: paz. Chama-se 'Conselho de Paz' e baseia-se em uma palavra fácil de dizer, mas difícil de concretizar".

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O republicano comunicou que os EUA irão doar US$ 10 bilhões para a reconstrução de Gaza, ao mesmo tempo que diversos países se comprometeram a contribuir com mais de US$ 7 bilhões.

"Quem ainda não se juntou [ao Conselho de Paz], irá se juntar. Alguns tentam dar uma de espertos, mas ninguém pode fazer isso comigo", falou Trump, segundo o qual, os governos que não abraçaram o projeto "estão jogando um pouco".

"Mas todos têm aderido, a maior parte, imediatamente", prosseguiu o americano, acreditando que tanto a China quando a Rússia "irão se envolver com o Conselho".

A Itália esteve entre os países convidados para integrar o colegiado da iniciativa, mas decidiu participar como "observadora" no momento, enviando o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, para o evento de abertura.

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"Países como Alemanha, Reino Unido, Noruega e muitos outros europeus participam como observadores nesta reunião onde se discute o futuro de Gaza. Trabalhamos pela paz, não se trata de tomar partido ou de nos opormos [ao Conselho]", afirmou Tajani em Washington.

Em situação semelhante está a União Europeia, que conta com 14 Estados-membros na abertura.

"A Comissão da UE foi convidada a participar da reunião e é importante para nós estarmos presentes na discussão. É uma forma de demonstrar, mais uma vez, o apoio que oferecemos ao povo palestino e ao processo de paz, em conformidade com a resolução da ONU", explicou um porta-voz do bloco.

Já o Brasil não respondeu oficialmente ao convite dos EUA.

Entre os que aceitaram está o presidente da Argentina, Javier Milei, admirador de Trump. Enquanto ele participa da cerimônia em Washington, seu país foi tomado por uma greve geral nesta quinta.

Outra presença é a do presidente da Fifa, Gianni Infantino, que segundo o anfitrião, irá arrecadar 75 milhões de dólares para projetos ligados ao futebol em Gaza.

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Hoje, o jornal The Guardian publicou que o governo Trump planeja "construir uma base militar para 5 mil soldados no sul de Gaza", local que deve abrigar a sede da Força Internacional de Estabilização (Isf). 

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