Trump exige 'trégua imediata' entre Israel e Irã

Itália avalia que situação entre Tel Aviv e Teerã não é das melhores

8 jun 2026 - 10h15
(atualizado às 10h25)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu, em uma breve frase publicada nesta segunda-feira (8) no Truth, que Israel e Irã "cessem imediatamente o cessar-fogo".

Trump e Netanyahu conversaram por telefone sobre guerra, disse mídia
Trump e Netanyahu conversaram por telefone sobre guerra, disse mídia
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Ambos os lados, Israel e Irã, buscam uma trégua imediata", reescreveu o mandatário na sequência, acrescentando que "as negociações finais de paz estão em andamento, sujeitas a possíveis obstáculos impostos pela ignorância ou estupidez".

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Trump reforçou ainda que o bloqueio aos portos iranianos "permanecerá em vigor, com plena força e efeito, até que um acordo final seja alcançado".

Segundo o canal Al Arabiya, o líder de Washington conversou, por telefone, nesta segunda, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Já o Channel 12, citando uma fonte informada sobre o conteúdo da conversa, disse que após o telefonema, o premiê estaria "avaliando" a possibilidade de suspender os ataques contra o Irã programados para esta noite, que deveriam ser em escala muito maior.

No entanto, a fonte destacou que a decisão de não concretizar o bombardeio é, na verdade, de Trump, e não de Netanyahu.

Mas "os mísseis contra o sul do Líbano continuarão com força total nos próximos dias. Também bombardearemos Dahyeh, no sul de Beirute, se os ataques contra nossas comunidades e cidadãos continuarem", disse um funcionário israelense.

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Na avaliação do vice-premiê italiano e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, "a situação entre Israel e Irã não é das melhores".

"Somos sempre a favor do diálogo", frisou o chefe da diplomacia de Roma, segundo o qual, "há quem não queira que a paz seja alcançada no Líbano, especialmente o Hezbollah, que, ao continuar atacando o norte libanês, provoca reações israelenses".

"Não concordamos com os ataques contra a população civil, mas a atitude do Hezbollah deve ser totalmente condenada, e o grupo deve ser desarmado", acrescentou Tajani, que voltou a defender o fortalecimento das Forças Armadas Libanesas para assumir o controle do sul do país.

A reabertura do Estreito de Ormuz, a principal hidrovia do Oriente Médio, e o programa nuclear de Teerã seguem entre os principais empecilhos para o fim da guerra, iniciada por EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, e que escalou com os bombardeios das Forças de Defesa israelenses (IDF) no Líbano contra o Hezbollah, aliado do regime persa. 

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