O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (19) que vai se encontrar com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, ainda em 2026.
"Sim, eu vou", respondeu o republicano a jornalistas que o questionavam se ele se reuniria com Kim neste ano, durante um tour por um novo heliponto na Casa Branca.
"O fato de eu me dar bem com Kim Jong-un é uma coisa positiva. Ele possui 57 armas nucleares muito potentes. Não deveria ter sido permitido que isso acontecesse, mas agora ele tem [bombas atômicas]", acrescentou o magnata.
Trump ordenou ao Pentágono que reduzisse a duração de exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul realizados neste mês, alegando "boas relações" com o líder de Pyongyang. Na segunda-feira (17), questionado se Kim havia respondido a seus acenos, o presidente assegurou que "sim".
No entanto, a poderosa irmã do líder, Kim Yo Jong, afirmou nesta quarta-feira que não tem conhecimento de contatos com a Casa Branca. "Com relação às notícias recentes vindas de Washington sobre a comunicação entre os líderes da Coreia do Norte e dos Estados Unidos, desconheço completamente o assunto", disse ela em comunicado.
Por outro lado, Kim Yo Jong, que exerce o cargo de diretora do Departamento de Assuntos Gerais do Partido dos Trabalhadores, garantiu que seu irmão ainda guarda "boas memórias e sensações" sobre Trump e que a relação entre os dois governantes continua "excelente".
O presidente dos EUA e o líder da Coreia do Norte se reuniram três vezes no primeiro mandato de Trump: em 12 de junho de 2018, em Singapura, em 27 e 28 de fevereiro de 2019, no Vietnã, e em 30 de junho de 2019, na zona desmilitarizada entre as Coreias, porém as negociações para a desnuclearização do país comunista não avançaram desde então.