Trump defende acordo por diesel com Putin: 'Fiz a escolha certa'

Rússia negou que deseja criar divergências entre Estados Unidos e UE

12 out 2026 - 13h01
(atualizado às 13h12)
Resumo
Donald Trump defendeu o acordo firmado com Vladimir Putin para a importação de diesel russo aos EUA e ao mercado global, alegando priorizar o povo americano e rebatendo críticas do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. A União Europeia criticou a compra de combustíveis de Moscou por financiar a guerra na Ucrânia, enquanto o Kremlin elogiou a postura de Trump e pressionou Kiev por concessões para encerrar o conflito. O pacto prevê a entrega inicial de mais de 300 mil toneladas do insumo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira (12) o acordo firmado com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, para o fornecimento de diesel aos mercados americano e global.

Rússia negou que deseja criar divergências entre Estados Unidos e UE
Rússia negou que deseja criar divergências entre Estados Unidos e UE
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em publicação na plataforma Truth Social, o republicano afirmou ter feito a "escolha certa para o povo americano", rebatendo as duras críticas feitas pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, logo após o anúncio do pacto entre Washington e Moscou.

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"A União Europeia pagou US$ 250 bilhões à Rússia por energia, e a mídia que propaga fake news nem sequer quer tocar nessa história. Fiz a escolha certa para o povo americano: América em primeiro lugar, sempre", declarou Trump.

Diante do anúncio, a União Europeia, por meio de porta-voz, reiterou que está eliminando gradualmente sua dependência da importação de combustíveis fósseis russos para "não alimentar a guerra na Ucrânia, objetivo para o qual a compra desses insumos contribui diretamente".

"Reiteramos nosso apoio a uma trégua energética e acolheríamos com agrado uma iniciativa desse tipo. Resta saber se ela se concretizará, o que, infelizmente, não parece ser o cenário atual. O presidente Zelensky reiterou mais uma vez sua disponibilidade para aderir a essa trégua. Aguardamos sinais concretos da Rússia", declarou Paula Pinho, porta-voz da Comissão Europeia, durante coletiva em Bruxelas.

Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, negou que Moscou busque criar divergências entre os Estados Unidos e a UE.

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O diplomata sustentou que a Rússia defende "medidas concretas e decisões responsáveis que permitam uma solução pacífica" para o conflito ucraniano.

"Os esforços dos negociadores americanos nos são mais favoráveis, e somos gratos por darem continuidade a esses diálogos. Trump acredita que chegou o momento de uma nova postura do presidente ucraniano. Por quê? Porque ele precisa tomar decisões muito importantes e difíceis para pôr fim a esta guerra. Ou Zelensky assume essa responsabilidade e demonstra a vontade política necessária, ou não o faz", concluiu Peskov.

Trump anunciou na última sexta-feira (9) que manteve uma conversa com Putin, na qual o chefe do Kremlin concordou em fornecer de imediato mais de 300 mil toneladas de diesel para o mercado americano e global.

O republicano acrescentou que Moscou destinará outras 500 mil toneladas do combustível em novembro e mais 1 milhão de toneladas na sequência. .

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