Trump aprova amplo pacote de sanções contra Rússia

Legislação inclui tarifas de até 100% para grandes compradores de energia russa

19 set 2026 - 12h35
(atualizado às 13h03)
Resumo
Donald Trump sancionou uma lei bipartidária que amplia as sanções contra a Rússia para sufocar o financiamento da guerra na Ucrânia. O texto atinge setores estratégicos como defesa e energia, pune bancos, a frota petroleira russa e autoridades, incluindo Vladimir Putin. Além disso, a nova legislação autoriza o governo dos EUA a impor tarifas de até 100% sobre grandes compradores de petróleo e gás russos, como China e Índia, gerando alertas sobre possíveis impactos a parceiros comerciais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou na última sexta-feira (18) uma lei que amplia as sanções contra a Rússia e busca aumentar a pressão sobre Moscou devido à guerra na Ucrânia.

Putin está entre sancionadas por governo norte-americano
Putin está entre sancionadas por governo norte-americano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A legislação, aprovada pelo Congresso nesta semana com amplo apoio bipartidário, mira setores estratégicos da economia russa, incluindo energia e defesa, além de autoridades de alto escalão, entre elas o presidente Vladimir Putin.

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O texto também concede ao governo americano autoridade para impor tarifas de até 100% sobre grandes compradores de petróleo e gás russos. A medida pode atingir países que mantêm relações comerciais relevantes com Moscou, como China e Índia.

A punição foi aprovada por 86 votos a 11 no Senado e por 262 a 159 na Câmara dos Representantes. O projeto vinha sendo elaborado havia mais de um ano e foi defendido pelo falecido senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, e pelo senador democrata Richard Blumenthal.

Entre as medidas previstas estão sanções contra autoridades russas, bancos e a chamada "frota fantasma", formada por petroleiros utilizados para manter as exportações de energia da Rússia apesar das restrições internacionais.

A lei determina ainda que Trump possa impor tarifas de até 100% sobre os cinco maiores importadores de petróleo ou gás natural russos. O texto prevê uma exceção para países que importem menos de 15% de suas necessidades de gás natural da Rússia e que tenham adotado medidas consideradas significativas para reduzir essas compras.

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A iniciativa foi apresentada por seus defensores como uma forma de reduzir os recursos disponíveis para o governo russo financiar a guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão russa em fevereiro de 2022.

"Gostaria que Lindsey estivesse aqui para celebrar este dia histórico. Sei que ele estaria muito orgulhoso", afirmou a senadora Darline Graham, irmã do falecido senador e designada para completar seu mandato no Senado, em comunicado.

Segundo ela, o senador acreditava que a legislação ajudaria a pressionar economicamente Putin e forçaria seus aliados a reavaliarem seu relacionamento com a Rússia.

"Se ele estivesse aqui hoje, estaria radiante com a aprovação do nosso projeto de lei e já estaria pensando no próximo", declarou Blumenthal após a aprovação da legislação na Câmara.

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"Putin é um valentão que só entende de força e poder, e é isso que devemos demonstrar de forma clara e inequívoca", acrescentou.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também celebrou a aprovação das sanções, lembrando que Graham sempre enfatizou "a importância de não aliviar a pressão sobre a Rússia, de fortalecer as sanções e de buscar um caminho para a paz".

"O senador nunca duvidou, nem por um momento, de que a América tinha a força necessária para enfrentar ditadores e alcançar resultados agindo da maneira correta. Agradeço ao presidente Trump por sancionar esta lei de importância vital", concluiu o líder ucraniano.

Apesar do amplo apoio, a legislação atraiu críticas de alguns democratas que alertaram que Trump poderia usar os novos poderes tarifários para impor taxas adicionais à União Europeia e a outros parceiros comerciais. 

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