Groenlândia e Dinamarca afirmam que acordo com EUA não cederá soberania

19 set 2026 - 12h45
Resumo
Dinamarca e Groenlândia afirmaram que o novo acordo firmado com os Estados Unidos não comprometerá a soberania da ilha ártica, rebatendo declarações de Donald Trump sobre um controle permanente de Washington na região. O pacto prevê uma presença militar americana significativa para barrar adversários e reforçar a segurança da Otan, sem que a autonomia e os limites do Reino dinamarquês sejam violados. A expectativa é que o documento oficial seja assinado durante a próxima Assembleia Geral da ONU.

Dinamarca e Groenlândia ‌afirmaram no sábado que qualquer acordo com os Estados Unidos não comprometerá a soberania da Groenlândia, depois que o presidente Donald Trump disse que o acordo daria a Washington "controle permanente" sobre ⁠a segurança da ilha ártica, deixando seu escopo ‌exato pouco claro.

Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia anunciaram na noite de sexta-feira que firmaram ‌um acordo para que os ‌EUA desenvolvessem uma presença militar significativa ⁠na Groenlândia, proibindo os adversários dos EUA de construir suas próprias bases na ilha.

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Detalhes-chave do acordo não foram divulgados, incluindo o grau de presença militar dos EUA no território dinamarquês autônomo ‌e se algum poder formal sobre a política ‌externa e os ⁠recursos ⁠seria cedido a Washington.

Dinamarca e Groenlândia expressaram esperança de que ⁠o acordo, ‌que deve ser assinado ‌durante a Assembleia Geral da ONU na próxima semana, ponha fim a meses de incerteza provocada pelas ameaças de Trump de ⁠assumir o controle da Groenlândia.

"A próxima semana pode ser uma boa semana — para a Groenlândia, a Dinamarca e os Estados Unidos", afirmou o ministro das Relações ‌Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, em comunicado publicado no Facebook no sábado.

"Esperamos que este ⁠período de incerteza dê lugar a um acordo vinculativo que fortaleça a segurança no Ártico e no Atlântico Norte e, consequentemente, nossa segurança compartilhada dentro da Otan e da Europa — respeitando, ao mesmo tempo, os limites inegociáveis do Reino (da Dinamarca)", disse ele.

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Dinamarca e Groenlândia têm insistido repetidamente para que Washington respeite a soberania do Reino da Dinamarca e aceite que a Groenlândia não está à venda.

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