Trump afirma que canadense Bombardier não poderá vender nos EUA sem fabricar no país

7 set 2026 - 16h07
Resumo
Donald Trump ameaçou proibir as vendas da canadense Bombardier nos EUA caso a empresa não passe a fabricar no país. A declaração amplia a tensão comercial entre Washington e Toronto e integra a estratégia protecionista do presidente de pressionar empresas a produzirem localmente. Embora a Bombardier já opere uma unidade no Kansas e tenha metade de sua frota com clientes americanos, a Casa Branca ainda não detalhou a aplicação da medida, que repete ameaças tarifárias feitas anteriormente.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ‌afirmou nesta segunda-feira que a fabricante de aeronaves canadense Bombardier não teria mais permissão para vender nos Estados Unidos, a menos que começasse a fabricar no país.

"NÃO HAVERÁ MAIS VENDAS DA BOMBARDIER NOS ESTADOS UNIDOS! Seus produtos não são ⁠bons o suficiente!", disse Trump em uma postagem no Truth ‌Social.

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"Se querem nosso Mercado, precisam fabricar aqui e parar de tratar os Estados Unidos como um 'cofrinho'", disse ele.

A postagem ‌de Trump, que surge em meio ‌a uma crescente disputa comercial entre Washington e ⁠Toronto, foi a mais recente investida em sua campanha para pressionar empresas estrangeiras e nacionais a fabricar mais produtos nos EUA. Esse objetivo tem impulsionado muitas políticas econômicas no segundo mandato Trump, especialmente uma barreira tarifária quase global que tem ‌gerado reclamações de muitos parceiros comerciais dos EUA.

A Casa Branca ‌não respondeu imediatamente ⁠a um pedido ⁠de comentário sobre como Trump iria aplicar a medida ou quais passos ⁠ele tomaria.

A Bombardier já ‌possui uma divisão de ‌defesa com uma fábrica nos EUA, no Kansas, onde prepara aeronaves para missões especiais. Cerca de metade da frota de 5.100 aeronaves operadas por clientes da Bombardier ⁠está localizada nos EUA.

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A empresa não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.

Em janeiro, Trump afirmou que os EUA estavam revogando a certificação dos jatos executivos Bombardier Global Express e ameaçou aplicar tarifas de ‌importação de 50% sobre todas as aeronaves fabricadas no Canadá até que o órgão regulador do país certificasse uma série ⁠de aviões produzidos pela rival norte-americana Gulfstream. Nenhuma das duas medidas ocorreu, mas, no mês seguinte, o Canadá certificou vários aviões da Gulfstream.

A Bombardier anunciou em 1º de setembro que adquiriria uma fábrica canadense da fornecedora Mitsubishi Heavy Industries, que fabrica asas para as aeronaves Global 5500 e 6500 da fabricante de jatos particulares.

Em julho, a Bombardier informou que sua receita trimestral cresceu 6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, atingindo US$2,15 bilhões, impulsionada pela forte demanda por serviços de pós-venda.

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