A jornalista Kryssia Kosmos, de 32 anos, brasileira que vive em Victória, no Canadá, foi surpreendida quando estava prestes a embarcar para o Brasil com a família. Em meio a uma viagem longa, com várias conexões, eles foram impedidos de embarcar no segundo voo. O motivo foi a ordem errada dos sobrenomes nas passagens.
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“Foi traumático. Até hoje, quando eu me lembro dessa história, me dá um embrulho no estômago, foi muito estressante”, diz, em entrevista à revista Crescer.
Kryssia e o marido se mudaram para o Canadá e tiveram duas filhas: Maria Helena, de três anos, e Aurora, de onze meses. Em 5 de fevereiro deste ano, o casal resolveu viajar para o Brasil e apresentar a caçula para a família.
“Meu marido comprou as nossas passagens por uma plataforma para usar os pontos do cartão. Ela acredita que a plataforma já puxou os dados dele do banco e ele não se atentou à questão de ‘last name’ (último nome), ‘middle name’ (nome do meio) e ‘first name’ (primeiro nome). No Brasil, a gente não tem o nome do meio, a gente só usa primeiro nome e sobrenome”, comenta.
No momento em que foram surpreendidos antes do embarque, nenhum dos dois percebeu o problema. “O meu nome é Kryssia Cosmos Gonçalves. Na passagem, ele ficou Gonçalves/Kryssia Cosmos. Tria que ficar Cosmos Gonçalves/Kryssia, por que o ‘last name’ são os dois sobrenomes. Então, os dois sobrenomes teriam que estar primeiro e depois o nome. E isso aconteceu com todos.”
De acordo com Kryssia, a família chegou com antecedência para o embarque e foram para a fila quando chamaram os passageiros de prioridade por lei. Na vez deles, a funcionária disse que eles não poderiam embarcar. “A funcionária falou: ‘o nome de vocês está errado, vocês não podem embarcar com o nome assim’. Elas foram muito ríspidas, muito estúpidas com a gente”, lembra.
“Comecei a chorar desesperada, porque estava com tudo pronto para ir ao Brasil. A gente ia fazer uma conexão na Cidade do México, depois para São Paulo e daí tinha o último voo para Curitiba. A gente perdeu todos os voos”, adiciona.
A família passou a noite inteira no aeroporto, na tentativa de resolver a situação. Até que, após conversarem com a companhia aérea do primeiro voo, conseguiram uma nova passagem
Eles conseguiram chegar em São Paulo, mas o voo para Curitiba não era uma conexão. Por isso, não conseguiram emitir outra passagem.
“Vimos que dava 8 mil reais só o voo de 40 minutos de São Paulo para Curitiba. Então, meu pai pegou uma caminhonete emprestada e foi encontrar a gente em São Paulo. Ele saiu da minha cidade lá no interior do Paraná, que é mais ou menos 9 horas de viagem”, conta. Com mais de um dia de atraso, a família conseguiu chegar.