Surto de Ebola no Congo já causou mais de 4.000 mortes, segundo dados do governo

2 out 2026 - 08h20
Resumo
O atual surto de Ebola na República Democrática do Congo já causou mais de 4.000 mortes e ultrapassou 8.300 casos confirmados em sete províncias, tornando-se o pior da história do país. Causada pela cepa Bundibugyo, a epidemia é a segunda mais letal já registrada, atrás apenas da que atingiu a África Ocidental em 2014. Apesar de sinais de desaceleração na província de Ituri e de mais de 2.000 pacientes curados, o vírus segue resistindo aos esforços de contenção e se espalha pelo território congolês.

O número ‌de mortes no surto de Ebola na República Democrática do Congo ultrapassou 4.000, segundo dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira, enquanto a pior epidemia da ⁠história do país resiste aos esforços ‌de contenção.

O surto, causado pela cepa Bundibugyo do Ebola, tornou-se o maior ‌e mais letal no ‌Congo após superar a epidemia ⁠de 2018-2020.

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Agora, ele fica atrás apenas do surto de Ebola na África Ocidental de 2014 a 2016, que infectou mais de 28.600 pessoas e matou ‌mais de 11.000 na Guiné, na ‌Libéria e ⁠na Serra ⁠Leoa.

Dados do governo divulgados na sexta-feira mostraram que ⁠o ‌número de mortos subiu ‌para 4.018, e os casos confirmados chegaram a 8.300 em sete províncias.

Mais de 2.000 pacientes se recuperaram ⁠da doença.

O governo do Congo e a ONU afirmaram no mês passado que havia sinais de que a transmissão estava ‌diminuindo em algumas partes da província de Ituri, onde o surto teve início. ⁠Mas ele continua a se espalhar rapidamente pelo leste do Congo, inclusive na vizinha província de Kivu do Norte.

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A província de Ubangi do Sul, localizada no noroeste do país, tornou-se a sétima província a declarar surto no mês passado, depois que um homem que havia viajado do leste do Congo morreu em decorrência do vírus.

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