A polícia da Suíça prendeu um homem de 43 anos apontado como o autor de um ataque a tiros em uma festa rave em Aarau. O crime causou a morte da jovem italiana Maria Spinelli, de 22 anos, e deixou outras cinco pessoas feridas. A motivação dos disparos ainda não foi esclarecida, e as autoridades locais investigam hipóteses que vão de terrorismo a vingança criminosa ou tiroteio indiscriminado.
Um homem de 43 anos foi preso pelas autoridades da Suíça durante as investigações sobre o ataque a tiros ocorrido em uma festa rave na região de Schachen, em Aarau, no último fim de semana.
A prisão aconteceu na noite de domingo (30), e a informação foi divulgada na manhã desta segunda-feira (31) pelo jornal suíço "Corriere del Ticino", citando a polícia local.
Segundo a publicação, o suspeito, de nacionalidade suíça, é considerado, até o momento, o possível único autor do ataque. O motivo dos disparos, no entanto, ainda não foi esclarecido.
A ofensiva provocou a morte de uma jovem italiana e deixou outras cinco pessoas feridas - uma mulher alemã e quatro homens. Entre os sobreviventes estão dois italianos, Fabrizio Grande e Lorenzo Lombardo. Todos têm entre 24 e 31 anos.
Os dois italianos, que vivem na Suíça há algum tempo, sofreram ferimentos leves, receberam alta hospitalar e já retornaram para suas residências no país.
A vítima fatal foi identificada como Maria Spinelli, de 22 anos, natural da região de Abruzzo, na Itália. Ela havia se mudado para a Suíça cerca de um mês antes do crime em busca de trabalho.
Segundo relatos, Maria conseguiu um emprego como garçonete e era apaixonada por música techno desde a adolescência. Ela costumava frequentar festas e casas noturnas de música eletrônica na região de Pescara.
Na noite do ataque, ela estava na rave com amigos quando foi atingida pelos disparos. Maria completaria 23 anos em outubro.
A jovem mantinha uma relação próxima com a família, conhecida na região de Città Sant'Angelo. Um de seus primos, Loris, é piloto de automobilismo e vive atualmente nos Estados Unidos.
O corpo de Maria ainda aguarda os procedimentos necessários para a identificação e a realização da autópsia. Segundo o advogado Bruno Gallo, que representa a família paterna da jovem, as autoridades suíças ainda não haviam autorizado o procedimento.
"Até o momento, as autoridades suíças ainda não autorizaram a autópsia e as investigações estão sob sigilo. Assim que a autópsia for realizada, a identificação será possível e os pais irão para a Suíça", afirmou o advogado à ANSA.
De acordo com Gallo, a família também aguarda novas orientações da embaixada italiana. "Só depois disso os pais poderão partir", acrescentou.
Segundo o comandante da Polícia Cantonal de Aargau, Michael Leupold, as autoridades trabalham com três possibilidades para explicar o ataque: um ato de terrorismo, um tiroteio indiscriminado ou uma ação criminosa relacionada a uma possível vingança dentro de uma rede criminosa.
Os disparos ocorreram em dois locais diferentes da área de Schachen e, segundo as autoridades, foram utilizadas duas armas: uma pistola de calibre 9 mm e um fuzil automático.
Embora algumas testemunhas tenham visto dois possíveis atiradores, os investigadores consideram possível que apenas uma pessoa tenha utilizado as duas armas.
Após o ataque, uma ampla operação de busca foi realizada em diferentes pontos da Suíça, com a participação da Polícia Federal (Fedpol), do Serviço Federal de Inteligência e de outras forças policiais, especialmente na região de Solothurn. Autoridades da Alemanha também colaboraram com as buscas.