"O autor do ataque, que matou três americanos, era membro das forças de Segurança Geral, vinculadas ao Ministério do Interior, há mais de dez meses", declarou a fonte à agência francesa AFP. Ele detalhou que Noureddine al-Baba havia "servido em várias cidades antes de ser transferido para Palmira".
Depois do ataque, "onze membros das forças da Segurança Geral foram detidos e encaminhados para interrogatório", acrescentou a autoridade, que pediu para não ser identificada.
O sniper, que foi morto, deveria ser "expulso" da corporação neste domingo, informou o porta-voz do Ministério do Interior sírio, em declaração à televisão oficial. A expulsão de Noureddine al-Baba das forças de segurança sírias havia sido decidida devido às suas "ideias islamistas extremistas".
Detalhes do ataque
Os dois soldados e o civil americanos foram mortos no sábado na região desértica de Palmira enquanto estavam em "missão de apoio às operações em curso contra o grupo Estado Islâmico", disse o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell. Washington afirmou que eles foram atingidos em uma "emboscada por um atirador isolado" do grupo terrorista, que no passado controlou a região, antes de ser derrotado na Síria.
Três outros soldados americanos ficaram feridos no atentado, detalhou o comando militar americano para o Oriente Médio (Centcom). Ao prometer uma retaliação americana, o presidente Donald Trump afirmou à imprensa que o ataque foi perpetrado pelo EI "em uma zona muito perigosa da Síria, que não está totalmente controlada" pelo governo do país.
'Ataque terrorista'
Essa é a primeira vez que um atentado desse tipo ocorre na Síria desde a tomada do poder, há um ano, por uma coalizão islâmica dirigida pelo ex-jihadista Ahmed al-Sharaa, que se aproximou dos Estados Unidos.
O governo sírio condenou o "ataque terrorista", que também feriu dois membros das forças de segurança sírias, segundo a agência oficial Sana. Damasco prestou condolências às "vítimas, ao governo e ao povo americano".
Com AFP