O vice-premiê italiano Matteo Salvini criticou o Festival de Veneza por falta de equilíbrio político, apontando excesso de manifestações pró-Palestina e lembrando o massacre de judeus em 7 de outubro de 2023. A declaração ocorreu após a premiação do documentário israelense "Naza", ovacionado de pé no evento por expor o suposto uso de inteligência artificial pelas forças de Israel em mortes na Faixa de Gaza. Salvini afirmou que a postura do evento desvirtuou o caráter cinematográfico da celebração.
O vice-premiê e ministro da Infraestrutura e dos Transportes da Itália, Matteo Salvini, criticou neste domingo (13) a edição mais recente do Festival Internacional de Cinema de Veneza e pediu maior equilíbrio nas manifestações relacionadas ao conflito entre israelenses e palestinos.
O líder do partido nacionalista Liga afirmou que o megaevento não pareceu um festival cinematográfico e recordou que a "caça aos judeus em 2026 nos leva de volta a um passado trágico".
"Acompanhei os eventos do Festival de Cinema de Veneza como um entusiasta apaixonado, mas este ano pareceu tudo menos um festival de cinema. Com razão, havia apoiadores pró-Palestina por toda a parte e aplausos de pé para eles, mas lembro que em 7 de outubro de 2023 ocorreu o maior massacre de judeus desde o período pós-guerra, portanto, é necessário equilíbrio", disse o político.
Um dos destaques da premiação do festival foi "Naza", de Yuval Abraham e Rachel Szor, documentário dirigido por dois israelenses vencedores do Oscar que reúne depoimentos contundentes sobre o uso de inteligência artificial em operações que teriam contribuído para assassinatos em massa na Faixa de Gaza.
A produção reúne relatos de mais de 20 integrantes das Forças de Defesa de Israel (IDF) e dos serviços de inteligência do país, sob condição de anonimato. O filme recebeu o Prêmio Especial do Júri e foi ovacionado de pé pelo público presente no Palácio do Cinema.
Na ocasião, Abraham afirmou que, desde o início do festival, encerrado no sábado (12), as forças israelenses haviam matado ao menos seis crianças palestinas no enclave. .