Rússia intensifica ataques com drones na Ucrânia, deixando mortos e feridos em Kiev e Kharkiv, enquanto negociações de paz trilaterais entre Rússia, Ucrânia e EUA ocorrem em Abu Dhabi.
Pela primeira vez em formato trilateral, representantes russos, ucranianos e americanos começaram a discutir na sexta-feira, nos Emirados Árabes Unidos, as condições para pôr fim a quatro anos de guerra.
Segundo o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, a delicada questão do território continua sendo o principal obstáculo nos diálogos, que devem continuar neste sábado.
Durante a noite, todo o território ucraniano estava em alerta para possíveis ataques aéreos, e as autoridades militares da capital advertiram em particular sobre a ameaça de drones e mísseis balísticos.
"Kiev é alvo de um ataque inimigo maciço", advertiu na plataforma Telegram o prefeito Vitali Klitschko, ao informar que vários edifícios não residenciais tinham sido atingidos, entre os quais havia escritórios e depósitos.
Por enquanto, sabe-se que uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas", escreveu ele em outra publicação, ao detalhar que três feridos foram hospitalizados.
Frio intenso
O funcionário reportou interrupções no fornecimento de calefação e água em alguns bairros periféricos, em meio a temperaturas de até -10°C.
Mais a leste, em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, e próxima à fronteira russa, seu prefeito reportou durante a madrugada um ataque com drones Shahed de fabricação iraniana que danificou vários edifícios residenciais.
"Até agora são 11 feridos", explicou Ihor Terekhov no Telegram.
As conversas em Abu Dhabi acontecem em um contexto difícil para a Ucrânia, cuja rede energética tem sido gravemente afetada por uma série de ataques russos, que provocaram cortes de eletricidade e calefação em grande escala, em meio às baixas temperaturas do inverno boreal, especialmente em Kiev.
No front de batalha, as tropas ucranianas estão recuando há quase dois anos diante de um adversário mais numeroso e mais bem armado, e Kiev depende, em grande medida, do apoio financeiro e militar ocidental.
Com AFP