"Hoje, 103 combatentes ucranianos voltam para casa depois de terem sido mantidos em cativeiro na Rússia", declarou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Entre eles estão soldados que defenderam Mariupol, cidade portuária ucraniana conquistada pela Rússia no início da invasão, após um longo e sangrento cerco. Outros militares libertados combateram em diferentes setores das frentes Sul e Leste.
"Pensamos em cada homem e cada mulher que continua em cativeiro. Estamos fazendo tudo o que é possível para trazer todos os nossos cidadãos de volta para casa", afirmou.
Mais cedo, o ministério da Defesa da Rússia havia anunciado a troca de 103 prisioneiros de guerra russos por igual número de ucranianos.
Os militares russos estão atualmente em Belarus, onde recebem atendimento "médico e psicológico", segundo Moscou. Em seguida, serão transferidos para a Rússia.
Mediação de Dubai
O ministério da Defesa russo destacou que os Emirados Árabes Unidos, assim como em trocas anteriores, desempenharam "um papel de mediador" na repatriação.
As trocas de prisioneiros são uma das últimas áreas de cooperação entre Rússia e Ucrânia e o único resultado concreto das negociações entre os dois países.
Segundo Kiev, mais de 15 mil civis ucranianos estão detidos em prisões russas. Em fevereiro, Zelensky afirmou que cerca de 7 mil militares ucranianos também estavam em cativeiro.
Desde o inverno, várias novas trocas de prisioneiros foram realizadas, envolvendo, a cada vez, várias centenas de pessoas dos dois lados.
com AFP