Papa aceita renúncia de bispo alemão que revelou depressão

Karl-Heinz Wiesemann disse ter ficado abalado por abusos na Igreja

19 ago 2026 - 12h46

O papa Leão XIV aceitou nesta quarta-feira (19) a renúncia do bispo da diocese de Speyer, na Alemanha, Karl-Heinz Wiesemann, três meses após o prelado ter revelado que sofria de depressão.

    Wiesemann completou 66 anos no início de agosto e está longe da idade de aposentadoria para bispos, que é de 75, mas havia pedido para ser dispensado por motivos de saúde.

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    Em maio passado, ele disse publicamente que havia lutado durante anos contra uma depressão, quadro alimentado por problemas financeiros e burocráticos em sua diocese e pelos escândalos de abusos sexuais na Igreja Católica.

    Em fevereiro de 2021, o bispo chegou a tirar um período sabático de sete meses, incluindo dois em uma clínica para tratar da doença. Hoje Wiesemann diz estar curado, após ter aprendido a se concentrar "no que há de positivo e belo no mundo".

    O presidente da Conferência Episcopal Alemã, Heiner Wilmer, manifestou respeito e pesar pela decisão. Em carta a dom Wiesemann, ele destacou que a renúncia "representa uma grande perda para a diocese", mas elogiou a coragem do bispo em enfrentar temas difíceis, como "o declínio do número de fiéis e o avanço do secularismo".

    Além disso, afirmou que Wiesemann "se empenhou em uma investigação transparente e sem compromissos" sobre casos de abusos em sua diocese. "Você deu prioridade ao bem-estar das vítimas e, com isso, questionou as estruturas de poder da Igreja", escreveu Wilmer. .

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