Rússia diz que 16 pessoas morreram em ataque a dormitório estudantil pelo qual culpou a Ucrânia

23 mai 2026 - 15h45

O número de mortos em ‌um ataque de drones a um dormitório estudantil na região de Luhansk, no leste da Ucrânia e controlada pela Rússia, subiu para 16, com a maioria das vítimas sendo mulheres jovens, disseram autoridades russas neste sábado, ⁠após um debate acalorado na ONU sobre o incidente.

O ‌presidente russo, Vladimir Putin, ordenou que seus militares preparassem opções de retaliação contra a Ucrânia na sexta-feira, ‌depois que Moscou acusou Kiev do ‌que descreveu como um ataque deliberado de drones ⁠a uma faculdade na cidade de Starobilsk.

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Os militares ucranianos negaram a responsabilidade pelo ataque, dizendo que havia atingido uma unidade de comando de drones de elite na área e que suas forças estavam em conformidade com ‌o direito humanitário internacional. Putin disse que não há ‌instalações militares na área.

A ⁠Reuters não ⁠conseguiu verificar de forma independente o que aconteceu.

No local, neste sábado, ⁠um guindaste estava ‌trabalhando para remover os ‌escombros de um grande buraco no prédio. Dentro de uma sala de aula destruída, tijolos e poeira cobriam fileiras de carteiras de alunos com "I love English" ⁠escrito na parede. Em outro lugar, uma escada estava bloqueada por escombros.

A agência de notícias estatal russa RIA informou que o número de mortos aumentou para 16, citando o Ministério ‌de Emergências. Cinco pessoas permanecem presas sob os escombros.

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Leonid Pasechnik, chefe da administração instalada pela Rússia na região, ⁠publicou uma lista preliminar contendo detalhes de 11 vítimas, a maioria delas mulheres de 19 anos.

Um morador local disse que os disparos tinham como alvo uma antiga base e drones atingiram o dormitório estudantil, causando incêndios.

Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, convocada pela Rússia na sexta-feira, a Rússia acusou a Ucrânia de crimes de guerra por causa do incidente, enquanto a Ucrânia disse que se tratava de uma alegação sem fundamento que não foi verificada de forma independente.

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