Rubio diz que acordo de paz entre Israel e Líbano é possível, mas Hezbollah é um problema

5 mai 2026 - 18h05

‌O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta terça-feira que a paz entre Israel e o Líbano é possível, mas o grupo militante libanês Hezbollah é um problema.

"De modo geral, acho que um acordo ⁠de paz entre o Líbano e Israel pode ser ‌alcançado em breve, e deve ser", disse Rubio a jornalistas na Casa Branca.

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"O problema com Israel e o ‌Líbano não é Israel ou o ‌Líbano, é o Hezbollah", acrescentou.

O governo do Líbano ⁠quer um acordo permanente com Israel, aliado dos EUA, que ponha fim a um ciclo repetido de invasões e ataques israelenses, mas não chega a declarar que deseja um acordo de paz. Israel diz que qualquer acordo deve incluir ‌o desarmamento permanente do Hezbollah, apoiado pelo Irã.

"O que precisa ‌acontecer no Líbano, o ⁠que todos ⁠querem ver, é um governo libanês com a capacidade de ir ⁠atrás do Hezbollah e ‌acabar com o Hezbollah", ‌disse Rubio.

Israel intensificou os ataques aéreos ao Líbano após o Hezbollah disparar mísseis contra Israel em 2 de março, três dias após o início da guerra ⁠entre EUA e Israel contra o Irã. Depois disso, Israel ampliou a invasão terrestre no sul do Líbano.

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O Ministério da Saúde do Líbano afirma que mais de 2.600 pessoas foram mortas em ataques ‌israelenses desde 2 de março, e mais de um milhão de pessoas foram deslocadas. Israel afirma que 17 ⁠de seus soldados foram mortos no sul do Líbano, enquanto dois civis foram mortos por ataques do Hezbollah.

Israel e o Líbano acertaram um frágil cessar-fogo em meados de abril, que foi estendido até maio.

Israel, no entanto, manteve a ocupação do sul do Líbano e demoliu vilarejos no local, enquanto o Hezbollah continuou a atacar as forças israelenses.

Teerã afirma que qualquer acordo para encerrar a guerra mais ampla contra o Irã também deve interromper os ataques israelenses no Líbano. Washington afirma que são questões separadas.

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