O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta terça-feira que a paz entre Israel e o Líbano é possível, mas o grupo militante libanês Hezbollah é um problema.
"De modo geral, acho que um acordo de paz entre o Líbano e Israel pode ser alcançado em breve, e deve ser", disse Rubio a jornalistas na Casa Branca.
"O problema com Israel e o Líbano não é Israel ou o Líbano, é o Hezbollah", acrescentou.
O governo do Líbano quer um acordo permanente com Israel, aliado dos EUA, que ponha fim a um ciclo repetido de invasões e ataques israelenses, mas não chega a declarar que deseja um acordo de paz. Israel diz que qualquer acordo deve incluir o desarmamento permanente do Hezbollah, apoiado pelo Irã.
"O que precisa acontecer no Líbano, o que todos querem ver, é um governo libanês com a capacidade de ir atrás do Hezbollah e acabar com o Hezbollah", disse Rubio.
Israel intensificou os ataques aéreos ao Líbano após o Hezbollah disparar mísseis contra Israel em 2 de março, três dias após o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã. Depois disso, Israel ampliou a invasão terrestre no sul do Líbano.
O Ministério da Saúde do Líbano afirma que mais de 2.600 pessoas foram mortas em ataques israelenses desde 2 de março, e mais de um milhão de pessoas foram deslocadas. Israel afirma que 17 de seus soldados foram mortos no sul do Líbano, enquanto dois civis foram mortos por ataques do Hezbollah.
Israel e o Líbano acertaram um frágil cessar-fogo em meados de abril, que foi estendido até maio.
Israel, no entanto, manteve a ocupação do sul do Líbano e demoliu vilarejos no local, enquanto o Hezbollah continuou a atacar as forças israelenses.
Teerã afirma que qualquer acordo para encerrar a guerra mais ampla contra o Irã também deve interromper os ataques israelenses no Líbano. Washington afirma que são questões separadas.