Papa defende paz e diz esperar 'bom diálogo' com Marco Rubio

Leão XIV afirmou que Igreja 'se manifesta contra todas armas nucleares há anos'

5 mai 2026 - 16h54
(atualizado às 17h26)

O papa Leão XIV afirmou nesta terça-feira (5) que a missão da Igreja Católica é pregar a paz e disse esperar um "bom diálogo" com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Leão XIV afirmou que Igreja 'se manifesta contra todas armas nucleares há anos'
Leão XIV afirmou que Igreja 'se manifesta contra todas armas nucleares há anos'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Sem citar diretamente o presidente americano, Donald Trump, que voltou a criticá-lo, o pontífice minimizou os ataques durante sua saída de Castel Gandolfo.

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"A missão da Igreja é pregar o Evangelho e a paz. Se alguém quiser me criticar por proclamar o Evangelho, que o faça. A Igreja se manifesta contra todas as armas nucleares há anos, portanto não há dúvidas. Espero simplesmente ser ouvido pelo valor da palavra de Deus", declarou o religioso.

Em relação ao encontro com Rubio, previsto para a próxima quinta-feira (7), o líder da Igreja Católica afirmou que "espera um bom diálogo, com confiança e abertura, para que seja possível chegar a um melhor entendimento".

"Sempre achei que é muito melhor dialogar do que buscar armas e ajudar a indústria bélica, que lucra milhões e milhões de euros, em vez de sentar à mesa, resolver nossos problemas e usar nosso dinheiro para lidar com questões humanitárias, a família e o mundo", acrescentou.

Já em coletiva de imprensa na Casa Branca, Rubio afirmou que a visita ao Papa "já estava planejada antes das críticas de Trump". Além disso, ele mencionou que o republicano "disse recentemente que Leão XIV está colocando muitos católicos em perigo com sua retórica sobre a guerra com o Irã".

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"Acho que o que o presidente basicamente quis dizer foi que o Irã não pode adquirir uma arma nuclear porque a usaria contra locais onde vivem muitos católicos e cristãos. Eles estão mantendo o mundo inteiro como refém e não se importam que isso esteja levando as economias do mundo todo à crise, até mesmo as de seus aliados", concluiu o americano. .

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