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Risco global da Ômicron é "muito alto", diz OMS; G7 se reúne

A organização internacional, porém, destaca que há incerteza sobre os perigos reais da variante

29 nov 2021 09h07
| atualizado às 09h53
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Logo da OMS na sede da entidade em Genebra 25/06/2020 REUTERS/Denis Balibouse
Foto: Reuters

O risco global da variante Ômicron, detectada na África do Sul, é "muito alto", alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS) em documento enviado aos governos. A entidade destaca que as principais preocupações residem na transmissibilidade, na capacidade de escape imunológico das vacinas existentes e no perfil de gravidade da nova cepa. A depender da resposta a essas dúvidas, a organização internacional aponta que pode haver outro pico da covid-19 com "consequências graves".

A OMS, porém, destaca que há poucas evidências substanciais sobre a variante de preocupação. Por isso, diz que a avaliação de risco global tem "incerteza considerável" e deve ser atualizada conforme novas informações surgirem.

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"A Ômicron tem um número sem precedentes de mutações de pico, algumas das quais são preocupantes por seu impacto potencial na trajetória da pandemia", destaca o documento. "A evidência preliminar sugere que pode haver um risco aumentado de reinfecção com esta variante, em comparação com outras variantes preocupantes."

A variante foi identificada pela primeira vez em 24 de novembro, na África do Sul. Segundo a OMS, coincidindo com a detecção, nas últimas semanas, as infecções por covid-19 aumentaram "vertiginosamente" no país.

A entidade destaca que estudos sobre a transmissibilidade, o potencial de escape imunológico, a apresentação clínica, a gravidade e a resposta a outras medidas de prevenção da Ômicron estão sendo feitos. Essas características serão capazes de indicar a possibilidade de um novo pico da pandemia com "consequências graves".

Somente o potencial de aumentar os casos, independente de uma mudança na gravidade, já preocupa, avalia a OMS. Isso porque a entidade teme uma "demanda esmagadora" nos sistemas de saúde, que pode levar ao aumento da mortalidade da doença.

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A OMS destaca que esse novo surto impactaria populações vulneráveis de forma desproporcional. A preocupação é maior com aqueles que residem em países com baixa cobertura vacinal.

Conforme a organização internacional, até o momento, a transmissão local da variante foi relatada apenas na África do Sul. No entanto, há evidências de disseminação para vários países em regiões da África, Mediterrâneo Oriental, Europa e Pacífico Ocidental. Embora os casos identificados nesses países sejam relacionados a viagens, a entidade espera "que isso mude à medida que mais informações estiverem disponíveis".

Ação

No documento, a OMS lista uma série de medidas que os governos devem tomar para evitar esse possível novo surto. A entidade indica aumentar esforços para sequenciamento genético, preparar o sistema de saúde e acelerar a cobertura vacinal o mais rápido possível, especialmente entre a população de risco.

A OMS também orienta que o rastreamento de contato dos casos seja feito, para interromper as cadeias de transmissão. Além disso, a entidade destaca que o uso de máscaras, o distanciamento físico, a ventilação de locais fechados, a prevenção de aglomerações e a higiene das mãos continuam sendo essenciais para reduzir a disseminação do vírus.

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Reunião emergencial do G7

A preocupação instaurada por causa da nova variante também será tema de uma reunião emergencial dos ministros da Saúde dos países do G7, em Londres, nesta segunda-feira (29).

O encontro terá como objetivo debater medidas para tentar frear a disseminação da Ômicron, cujo contágio continua avançando pelo mundo.

A União Europeia afirmou que "apenas respostas coletivas, eficazes e imediatas podem funcionar contra os vírus".

"O espírito de ação coletiva é a única resposta real e robusta para combater esta pandemia e combater futuras pandemias. Não podemos ficar parados, temos diante de nós tarefas urgentes e, no momento em que falamos, a comunidade internacional se depara com uma nova variante da covid-19", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, à Organização Mundial de Saúde.

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*Com informações da Ansa

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