República Centro-Africana fecha mina informal após desabamento que matou ao menos 49 pessoas

20 ago 2026 - 13h59
(atualizado às 14h49)
Resumo
O governo da República Centro-Africana determinou o fechamento de uma mina de ouro artesanal em Zamboye após um desabamento que matou ao menos 49 trabalhadores, entre centro-africanos, camaroneses e chadianos. Equipes continuam as buscas em meio a temores locais de que as vítimas passem de 100. O acidente evidencia os graves riscos da mineração informal na região, marcada pela falta de segurança, supervisão limitada e recorrentes tragédias.

Autoridades da ‌República Centro-Africana ordenaram o fechamento de uma mina de ouro artesanal próxima à fronteira com os Camarões, depois que o ministro de ⁠Minas informou que 49 pessoas morreram ‌no local em um desabamento fatal.

O ministro das Minas, Rufin ‌Benam Beltoungou, disse ‌que o governo suspenderia formalmente ⁠as atividades no local, em Zamboye, até segunda ordem, após o desastre ocorrido na terça-feira.

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Segundo Beltoungou, entre os mortos estavam 35 centro-africanos, ‌12 camaronenses e dois chadianos.

Uma autoridade ‌de alto ⁠escalão ⁠de uma associação mineira local havia afirmado na ⁠quarta-feira ‌que mais de ‌100 pessoas teriam morrido. Um promotor informou que os esforços de resgate continuavam e que o ⁠número de vítimas ainda estava sendo apurado.

A mineração artesanal é uma fonte vital de trabalho e renda em ‌toda a África, mas as operações informais costumam funcionar com supervisão ⁠limitada, medidas de segurança inadequadas e pouca capacidade de resposta a emergências, o que torna frequentes os desabamentos e outros acidentes fatais.

Os Camarões se comprometeram a formalizar parte do setor, buscando melhorar a regulamentação, a segurança e a arrecadação de impostos.

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