O governador do Piemonte, Alberto Cirio, pediu ajuda à região do Vale de Aosta, na Itália, e ao cantão do Ticino, na Suíça, para solucionar uma grave emergência hídrica que atinge atualmente a área.
O político, que convocou nesta segunda-feira (13) uma força-tarefa regional para tentar solucionar o problema, alertou que o forte calor e a escassez de água criaram uma "situação de emergência que exige uma gestão cuidadosa, especialmente no que diz respeito à agricultura".
Cirio ainda mencionou que aproximadamente 100 municípios da região italiana já emitiram decretos para regulamentar o uso de água potável e que, em áreas montanhosas, algumas localidades estão dependendo do abastecimento por caminhões-pipa.
"Não podemos nos dar ao luxo de esperar nem um minuto sequer. Estamos trabalhando com a região do Vale de Aosta e o cantão do Ticino para solicitar um aumento no volume de água liberado para o Piemonte com fins agrícolas", declarou.
Dados apresentados na cúpula de hoje revelaram que a precipitação média na bacia do rio Pó em junho apresentou um déficit de 36% em relação à média histórica mensal do período de 1991 a 2020. Em outro recorte, os especialistas disseram que as temperaturas ficaram 3,5 graus acima da média.
Os recursos hídricos superficiais registraram uma queda de 37% em relação à média sazonal e, nos primeiros 10 dias de julho, a maioria das estações hidrométricas monitoradas apresentou déficits superiores a 40%. Em Isola Sant'Antonio, por exemplo, o rio registrou uma vazão média 75% inferior à dos níveis históricos. .
Extinction Rebellion disse que 'calor é uma escolha dos políticos'
A atual onda de calor brutal que atinge a Itália é uma escolha dos políticos, afirmou o grupo de ação climática Extinction Rebellion em cartazes espalhados por Turim nos últimos dias.
O objetivo da mobilização é denunciar que "o que estamos vivenciando é resultado das escolhas políticas dos últimos anos". O foco recai, em particular, sobre "a política energética do governo, que privilegia os combustíveis fósseis, e da região, onde 52% da eletricidade ainda provêm da queima de gás metano".