Os ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã levaram ao fechamento do espaço aéreo da região, e companhias aéreas precisaram cancelar ou redirecionar voos neste sábado, 28. Conforme o rastreamento em tempo real do site Flightradar24, o céu do país ficou praticamente vazio de aeronaves, já que as rotas foram desviadas por questões de segurança.
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Segundo informações da agência Reuters, Lufthansa, Air France e KLM precisaram mudar seus itinerários de voos. A alemã Lufthansa suspendeu voos de e para Tel Aviv, em Israel, Beirute, no Líbano, e Amã até 7 de março. Também foram canceladas operações para Dubai durante o fim de semana.
Já a KLM cancelou o voo entre Amsterdã e Tel Aviv previsto para sábado, enquanto a Air France suspendeu viagens programadas para este sábado entre Paris, Tel Aviv e Beirute.
Outras empresas que adotaram medidas similares foram a Wizz Air, que interrompeu todos os voos para Israel, Dubai, Abu Dhabi e Amã até o dia 7 de março. A Air Arabia cancelou as operações para o Irã, Iraque e outros destinos da região.
Todas operações foram suspensas no aeroporto de Dubai, segundo informações da mídia local.
Ataques ampliam tensão na região
Os Estados Unidos e Israel lançaram, neste sábado, 28, uma série de ataques contra cidades iranianas, provocando explosões e colunas de fumaça na capital, Teerã. A população relatou ter ouvido pelo menos três explosões, inclusive sobre o bairro Pasteur, onde mora o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
O Irã respondeu aos ataques lançando mísseis sobre bases norte-americanas em Israel e outros locais. Sirenes foram acionadas em Tel Aviv e Jerusalém, e a população precisou procurar abrigo.
Em mensagem de vídeo publicada em sua rede social, a Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças americanas iniciaram “grandes operações de combate” no Irã. Segundo ele, o objetivo era eliminar “ameaças iminentes”. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a operação buscava remover o que chamou de “ameaça existencial”.