Putin diz estar pronto para ver Zelensky no 'final' de negociações

Líder russo questionou legitimidade de presidente da Ucrânia

19 jun 2025 - 09h11
(atualizado às 11h48)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse na noite da última quarta-feira (18), que está pronto para se reunir com seu homólogo da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, mas apenas na fase final das negociações para "encerrar" o conflito.

Líder russo questionou legitimidade de Zelensky como presidente
Líder russo questionou legitimidade de Zelensky como presidente
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração foi dada pelo líder russo durante reunião com importantes agências internacionais., segundo a agência Interfax.

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Entretanto, o chefe do Kremlin ressaltou que "a questão é quem assinará" o acordo, lançando dúvidas sobre a legitimidade de Zelensky, cujo mandato expirou em maio de 2024 sem a realização de eleições devido à lei marcial.

Putin acrescentou ainda que a Rússia está "aberta" a possíveis contatos com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, mas duvida que Berlim pode fazer "uma contribuição maior do que os Estados Unidos como mediador nas negociações com a Ucrânia".

"A Alemanha pode contribuir mais do que os Estados Unidos como mediadora em nossas negociações com a Ucrânia? Duvido. Um mediador deve ser neutro", afirmou Putin, citado pela agência de notícias russa.

"No momento, consideramos a República Federal [da Alemanha], como muitos outros países europeus, não como um Estado neutro, mas como um partido que apoia a Ucrânia", acrescentou o presidente russo.

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Durante o encontro, Putin também reforçou que o governo russo está "aberto" a "retomar" contatos com "parceiros europeus".

O líder do Kremlin acusou esses parceiros de terem "interrompido" os "contatos" quando "decidiram infligir" a Moscou "uma derrota estratégica no campo de batalha".

Além disso, Putin negou que considere o rearmamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como uma "ameaça à Rússia".

Sobre aqueles que dizem que a Rússia está se preparando para atacar a OTAN, o presidente russo disse que "eles também não acreditam". Por fim, enfatizou que "acredita" que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "está certo" quando afirma que, se tivesse sido eleito em 2022, "não teria havido guerra" na Ucrânia. 

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