Principal diplomata da China pede que Irã e EUA demonstrem moderação e retomem negociações

16 set 2026 - 07h55
Resumo
Em encontro com o chanceler iraniano Abbas Araqchi, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu moderação a Teerã e Washington, defendendo a retomada de negociações substantivas. Pequim cobrou a reabertura urgente do Estreito de Ormuz para proteger o fornecimento global de energia e conter a escalada de tensões no Mar Vermelho. O diálogo antecede a reunião entre Xi Jinping e Donald Trump, na qual as relações financeiras e petrolíferas sino-iranianas devem ser debatidas.

A China incentiva o ‌Irã e os EUA a manterem a racionalidade, exercerem moderação, retomarem o memorando de Islamabad e "encararem consultas substantivas", afirmou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, ao seu homólogo iraniano em Pequim nesta quarta-feira.

"Exortamos ⁠todas as partes a tomarem medidas eficazes para reabrir ‌o Estreito de Ormuz o mais rápido possível" a fim de salvaguardar a estabilidade do transporte internacional ‌de energia e das cadeias ‌de abastecimento, disse Wang, segundo o Ministério das ⁠Relações Exteriores da China, acrescentando que a China "não deseja ver as tensões regionais se alastrarem ainda mais para o Iêmen e o Mar Vermelho".

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Teerã e Washington deveriam "reconstruir o mecanismo de negociação com base no consenso alcançado ‌até o momento", disse Wang ao ministro das Relações ‌Exteriores iraniano, Abbas ⁠Araqchi, que está ⁠em uma visita de um dia a Pequim.

As conversas entre ⁠os dois diplomatas ocorreram ‌uma semana antes de ‌um encontro previsto entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ⁠afirmou na terça-feira que Trump e Xi continuariam as discussões sobre o Irã e os laços financeiros da China com Teerã, que Washington vem tentando excluir dos sistemas financeiros ocidentais.

Pequim, ‌principal comprador do petróleo de Teerã, vinha enfatizando repetidamente a necessidade de restaurar a navegação normal e segura ⁠pelo Estreito de Ormuz, mas tem se abstido, em grande parte, de desafiar diretamente as ameaças de Teerã à navegação.

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"A situação atual demonstra mais uma vez que a arquitetura de segurança existente no Oriente Médio é inadequada e precisa ser reformada e fortalecida", disse Wang na quarta-feira.

A China está pronta para promover a paz, a equidade e a justiça na região, e sua política em relação ao Irã tem se mantido consistente e estável, acrescentou ele.

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