Pelo menos 60 pessoas morrem em desabamento em mina de ouro no Sudão, dizem fontes

16 set 2026 - 08h22
Resumo
Ao menos 60 pessoas morreram e dezenas estão desaparecidas após o desabamento de poços em uma mina de ouro artesanal em Kordofan Ocidental, no Sudão. Moradores tentam realizar resgates com ferramentas básicas em meio ao solo instável, já que não há equipes especializadas atuando no local, onde ainda pode haver sobreviventes soterrados. A tragédia expõe a precariedade da mineração no país, atividade perigosa e essencial para o financiamento das Forças de Apoio Rápido, que controlam a região.

Pelo menos ‌60 pessoas morreram em um desabamento em uma mina de ouro no Estado de Kordofan Ocidental, no Sudão, no domingo, segundo informaram três fontes à Reuters, enquanto ⁠um grupo de direitos humanos local afirmou ‌que alguns mineiros ainda poderiam estar vivos no subsolo e apelou por esforços ‌urgentes de resgate.

O grupo ‌de monitoramento Observatório de Kordofan informou ⁠nesta quarta-feira que mais de 70 mineiros artesanais estavam mortos ou desaparecidos após o desabamento de uma série de poços de mineração adjacentes na mina de al-Zara, na ‌região de Fouja, a noroeste de al-Nuhud.

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Citando ‌relatos de testemunhas ⁠oculares, ⁠o grupo disse que um sobrevivente saiu na terça-feira ⁠e relatou ‌que outros ainda ‌estavam vivos no subsolo. O grupo afirmou que nenhuma equipe especializada de resgate estava agindo e que o solo arenoso ⁠e instável estava dificultando as tentativas dos moradores de resgatar os mineiros e recuperar os corpos usando ferramentas básicas.

As três fontes locais, ‌em declarações à Reuters nesta quarta-feira, atribuíram o elevado número de mortos no local ⁠remoto à falta de procedimentos de segurança e de equipamentos de resgate.

O Sudão é um dos maiores produtores de ouro da África, mas a grande maioria de seu ouro é extraída por meio de mineração artesanal perigosa e, posteriormente, contrabandeada para fora do país.

A mineração de ouro é uma fonte essencial de receita para as Forças de Apoio Rápido, grupo paramilitar que controla o Estado.

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