Na Assembleia Geral da ONU, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, prometeu eleições e diálogo com a oposição rumo a uma "democracia plena", embora sem definir datas. Empossada após forças dos EUA capturarem Nicolás Maduro em janeiro, Rodríguez reuniu-se com Donald Trump para tratar de investimentos e da reestruturação da dívida externa, sob críticas de que Washington estaria priorizando acordos econômicos e petrolíferos em detrimento de concessões democráticas imediatas.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta quarta-feira em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas que o país realizará eleições como parte de uma transição para a "democracia plena", embora não tenha informado uma data específica para a votação.
"Quero deixar isso bem claro nesta Assembleia Geral: haverá eleições na Venezuela", disse Rodríguez, que assumiu o poder depois que forças norte-americanas capturaram o então presidente Nicolás Maduro em uma operação realizada em janeiro.
Em seu discurso, Delcy Rodríguez disse que o governo havia iniciado negociações com a oposição e garantiria a participação de todas as forças políticas. Ela acrescentou que as instituições nacionais estão sendo preparadas para o processo eleitoral.
Críticos afirmam que Washington deixou a oposição venezuelana de lado, abandonando as exigências por eleições livres em favor de acordos de petróleo e investimento com o governo interino.
Alguns parlamentares dos EUA também pediram a realização de eleições, em meio a críticas de que o governo Trump não conseguiu obter concessões democráticas significativas do governo de Delcy Rodríguez.
"Iniciamos um diálogo político com grupos da oposição com o objetivo de um processo em que todos tenham condições iguais", disse Rodríguez.
Ela se reuniu brevemente com o presidente dos EUA, Donald Trump, à margem da Assembleia Geral da ONU na terça-feira e o elogiou por retomar o diálogo com a Venezuela.
Entre outros assuntos, Trump e Rodríguez discutiram a reestruturação da dívida soberana de bilhões de dólares do país sul-americano.
"Este é o momento de construir a nação à qual muitas pessoas desejam retornar", disse Rodríguez, mas alertou que a recuperação econômica "levará tempo".