Chanceler italiano alerta que 'ameaças híbridas' da Rússia colocam Europa em risco

Tajani defendeu ser "crucial evitar qualquer escalada" no conflito

23 set 2026 - 18h56
Resumo
No Conselho de Segurança da ONU, o chanceler italiano, Antonio Tajani, alertou que ameaças híbridas russas põem em risco a segurança europeia, defendendo a via diplomática e um cessar-fogo urgente na Ucrânia. Tajani anunciou envio de ajuda energética a Kiev e alertou sobre os impactos globais do conflito na segurança alimentar devido à alta de preços de grãos.

O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, alertou nesta quarta-feira (23) que as crescentes ameaças híbridas da Rússia "colocam a segurança europeia em risco".

    O chanceler italiano, que discursou no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), defendeu ser "crucial evitar qualquer escalada" e reiterou que o país não está em guerra com os russos.

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    "As crescentes ameaças híbridas da Rússia colocam a segurança europeia em risco. Expressamos nossa solidariedade à Alemanha pelos incidentes no Aeroporto de Leipzig. A Europa permanecerá unida", declarou.

    Tajani ponderou que Moscou "sempre encontrará a Itália pronta para apoiar o diálogo e a busca por uma solução diplomática", ressaltando, contudo, que a Rússia é membro permanente do conselho e "tem uma responsabilidade que não pode ser ignorada".

    "Chegou a hora de a Rússia se engajar de forma séria e construtiva nas negociações. Renovamos nosso apelo por um cessar-fogo imediato na Ucrânia, uma necessidade humanitária urgente. Muitas vidas foram perdidas, muitas crianças não podem ir à escola e muitas famílias sofreram", afirmou Tajani.

    O ministro anunciou ainda que o governo italiano está preparando um novo pacote de apoio ao setor energético da Ucrânia, incluindo o fornecimento de geradores e o suporte às famílias que perderam suas casas durante o conflito.

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    Por fim, Tajani manifestou preocupação com os impactos da guerra sobre as exportações ucranianas de grãos e a segurança alimentar global.

    "As consequências vão muito além da Europa e afetam as economias mais vulneráveis, elevando os preços de grãos e fertilizantes e, consequentemente, o custo do pão para milhões de famílias. A liberdade e a segurança da navegação são princípios fundamentais que devem ser respeitados", disse.

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