Presidente do Irã afirma que é melhor 'encerrar guerra em posição de força'

Pezeshkian destacou ainda 'violação das regras' pelos Estados Unidos

21 ago 2026 - 09h56
(atualizado às 10h54)
Resumo
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, defendeu encerrar a guerra com os EUA "em posição de força", alegando vitória e sustentando que o acordo de paz não é capitulação. Com as negociações paralisadas apesar do aval do líder Mojtaba Khamenei, Donald Trump anunciou uma dura "guerra econômica" e isolamento contra Teerã. O conflito teve início em fevereiro, após ofensivas de EUA e Israel que mataram o líder Ali Khamenei.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta sexta-feira (21) que o melhor é "encerrar a guerra" contra os Estados Unidos "hoje, em uma posição de força". A declaração foi dada durante a 31ª Assembleia Geral da Associação Islâmica da Sociedade Médica Iraniana.

Pezeshkian afirmou que 'EUA são odiados no mundo todo'
Pezeshkian afirmou que 'EUA são odiados no mundo todo'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"É melhor encerrar a guerra hoje, enquanto estamos em uma posição de força e dignidade, e o mundo inteiro reconhece a nossa vitória", declarou Pezeshkian, citado pela agência Isna.

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O chefe de governo iraniano frisou, na sequência, que é de conhecimento mundial que "os EUA, violando todas as regras, atacaram nossas escolas, hospitais e infraestruturas, sendo odiados em todo o globo".

Pezeshkian também defendeu o memorando de entendimento acordado com os EUA em junho para encerrar o conflito, afirmando que o tratado não representa uma derrota para Teerã.

"Eles [EUA] não conseguem encontrar sequer uma cláusula neste acordo que indique capitulação. Todos os compromissos dizem respeito ao outro lado", disse.

Em meados de junho, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, autorizou o memorando de entendimento com os EUA, ainda que sob "pontos de vista diferentes".

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No entanto, não houve avanços nas negociações desde então. No momento, as discussões seguem paralisadas, com ambos os lados do conflito renovando ameaças.

Ontem, o governo de Donald Trump anunciou uma "guerra econômica" contra Teerã.

"Hoje anuncio a operação econômica mais devastadora já realizada contra um país.

"Trata-se de uma guerra econômica e de um isolamento sem precedentes", escreveu o mandatário americano no Truth. "Ninguém ofereceu à República Islâmica do Irã uma oportunidade melhor do que eu para chegar a um acordo, que eles não a aproveitaram", concluiu.

A guerra em curso teve início em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel atacaram Teerã, matando seu líder supremo, Ali Khamenei. 

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