Presidente do Eurogrupo defende ação rápida para proteger Europa em meio a preços altos de energia

13 mar 2026 - 12h57

Por Lefteris Papadimas

ATENAS, 13 Mar - A Europa deve agir rapidamente ‌para conter as pressões e proteger suas economias e cidadãos, caso os altos preços da energia persistam por um período prolongado devido à guerra no Oriente Médio, afirmou nesta sexta-feira o presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis.

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Os preços do petróleo subiram cerca de 37% desde o início da guerra, ⁠intensificando as preocupações com o impacto inflacionário e pressionando os governos europeus ‌a ajudarem famílias e empresas.

Além de presidente do Eurogrupo, que reúne os ministros das Finanças da zona do euro, Pierrakakis é ministro das ‌Finanças da Grécia. Segundo ele, as consequências ‌de um conflito prolongado inevitavelmente se refletiriam nos mercados de energia, ⁠nos custos de transporte, nos mercados financeiros e, em última instância, nos preços ao consumidor.

"É por isso que é importante que a Europa aja de forma rápida e coordenada para conter as pressões e proteger as nossas empresas, os nossos cidadãos e as nossas economias", disse ele ‌à Reuters, em resposta a perguntas enviadas por e-mail.

A União Europeia está analisando ‌os impostos sobre a ⁠energia, as taxas ⁠de rede e os custos do carbono como possíveis áreas para medidas de curto ⁠prazo que visem aliviar a ‌pressão sobre as indústrias, afetadas ‌pelos elevados preços da energia.

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França, Grécia e Polônia introduziram esta semana tetos para os preços do petróleo e restrições às margens de lucro, mas as finanças apertadas em algumas das principais economias significam ⁠que seu poder de fogo é limitado.

Pierrakakis afirmou que os recentes limites de lucro impostos pela Grécia aos combustíveis e aos produtos alimentícios não terão um "impacto fiscal direto significativo no orçamento". De acordo com o ministro, até o momento não há ‌indícios de que o turismo e os investimentos -- importantes motores da recuperação econômica da Grécia -- tenham sido afetados.

ECONOMIA GREGA "FORTE E RESILIENTE"

Ele afirmou ainda ⁠que o Orçamento da Grécia levou em consideração o pior cenário possível para todo o ano.

"Mesmo nessas condições, o crescimento econômico permaneceria próximo de 2%, o que demonstra que a economia grega continua forte e resiliente", afirmou.

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Pierrakakis afirmou que ninguém pode prever com certeza quanto tempo a crise atual irá durar, mas que a economia europeia "tem a capacidade e a resiliência para absorver tais choques".

A UE planeja investir fortemente em projetos de energia limpa, infraestruturas e redes elétricas, e está considerando financiamento adicional para pequenos reatores modulares (SMRs, na sigla em inglês) para reduzir sua dependência energética das importações de petróleo.

Pierrakakis pediu medidas mais rápidas para fortalecer a competitividade da UE.

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