Polícia britânica nega indícios de motivação política em assassinato da ex-ministra Widdecombe

12 jul 2026 - 13h29

Não há indícios ‌de que o suposto assassinato da ex-ministra do governo britânico Ann Widdecombe tenha tido motivação política, disse a polícia no domingo, acrescentando que não está procurando mais ninguém após a prisão de ⁠um homem de 28 anos.

Widdecombe, de 78 anos, foi ‌encontrada morta em sua casa na zona rural do sudoeste da Inglaterra na quinta-feira, com ‌o que a polícia descreveu ‌como "ferimentos graves". Policiais prenderam um homem branco ⁠britânico em Rotherham, no norte da Inglaterra, no final da noite de sábado.

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A polícia pediu à população que não especule sobre possíveis motivos enquanto a investigação ainda está em andamento.

"Neste momento, ainda não ‌há informações que sugiram que se trate de ‌um incidente relacionado ⁠ao terrorismo ⁠e, neste momento, não estamos procurando mais ninguém em conexão ⁠com este assassinato", ‌disse o subchefe de ‌polícia de Devon e Cornwall, Matt Longman, a repórteres.

"Os detetives mantêm a mente aberta quanto ao possível motivo. Nesta fase, não há nada ⁠que sugira que tenha sido motivado por questões políticas."

Outro suspeito preso na sexta-feira foi liberado no dia seguinte sem acusação.

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Conservadora social, Widdecombe atuou como ministra adjunta no ‌governo conservador de John Major na década de 1990. Ela deixou o cargo de deputada em ⁠2010, mas posteriormente ingressou no Reform UK, de Nigel Farage, como porta-voz para imigração e justiça.

Dois parlamentares britânicos em exercício foram assassinados na última década.

A deputada trabalhista Jo Cox foi baleada e esfaqueada por um agressor obcecado pelo nazismo durante a campanha do Brexit em 2016. O deputado conservador David Amess foi esfaqueado até a morte em 2021 por um homem inspirado pelo grupo militante Estado Islâmico.

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