Petróleo Brent ultrapassa US$100 por barril à medida que conflito no Oriente Médio se intensifica

9 set 2026 - 05h42
(atualizado às 06h26)
Resumo
O petróleo Brent superou US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho, impulsionado pelo agravamento do conflito no Oriente Médio. Ataques houthis a refinarias sauditas e riscos nas rotas do Mar Vermelho e do Estreito de Ormuz restringiram o fluxo de escoamento, fazendo grandes bancos elevarem suas projeções de preço. A crise se aprofunda com a previsão da Agência Internacional de Energia de uma queda de 4,3 milhões de barris diários na oferta global deste ano.

Os contratos futuros de ‌referência do petróleo bruto Brent ultrapassavam os US$100 por barril nesta quarta-feira, rompendo a barreira simbólica pela primeira vez desde 24 de julho, à medida que a intensificação do conflito no Oriente Médio alimentava uma preocupação crescente ⁠com o fluxo de petróleo proveniente da região.

Os futuros do ‌petróleo Brent subiam US$2,15, ou 2,2%, para US$100,07 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA registrava ‌alta de US$1,70, ou 1,83%, ‌para US$94,73 por barril.

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Os preços do petróleo Brent ⁠subiram um quarto desde o início do mês passado, à medida que diminuem as esperanças de uma solução definitiva para o conflito entre os EUA e o Irã, que já dura seis meses.

Nesta semana, ataques dos ‌houthis, apoiados pelo Irã, a instalações de energia sauditas incendiaram ‌instalações petrolíferas, ameaçando ⁠uma expansão ⁠significativa do conflito.

Os ataques houthis podem ameaçar os embarques de petróleo ⁠pelo Mar Vermelho, que ‌tem sido uma rota ‌alternativa fundamental ao crucial Estreito de Ormuz, onde o fluxo de petróleo foi severamente reduzido desde o início da guerra com o Irã, em 28 ⁠de fevereiro.

Um número crescente de bancos, incluindo o Goldman Sachs, o Bank of America e o HSBC, elevou suas previsões para o preço do petróleo bruto nos últimos dias.

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Na semana ‌anterior à retomada dos combates, em 30 de agosto, cerca de 8 a 9 milhões de barris de ⁠petróleo por dia (bpd) haviam passado pelo Estreito de Ormuz, o dobro do volume da semana anterior, segundo o economista-chefe da Rystad Energy, Claudio Galimberti, embora, mais recentemente, esse volume tenha caído para menos de 2 milhões de bpd.

Embora os produtores de petróleo fora da OPEP, incluindo Estados Unidos, Canadá e Guiana, tenham aumentado a produção, a Agência Internacional de Energia afirmou no mês passado que esperava que a oferta global de petróleo caísse este ano em 4,3 milhões de bpd, ou cerca de 4%.

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