Petroleiros são atingidos em Ormuz; no Irã milhões participam de funeral de Khamenei

7 jul 2026 - 08h15

Dois navios-tanque foram atingidos no Estreito de Ormuz, e ‌o Irã afirmou que não haveria mais negociações de paz, a menos que Donald Trump cesse suas repetidas ameaças de retomar a guerra, enquanto milhões de iranianos juravam vingança durante o funeral de uma semana de duração de seu líder assassinado.

O navio-tanque de gás natural liquefeito do Catar Al Rekayyat informou que havia sido ⁠atingido durante a madrugada e que sua sala de máquinas pegou fogo. Fontes de ‌segurança marítima afirmaram que um navio-tanque de petróleo bruto saudita também foi danificado.

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"Aqui é o navio Al Rekayyat, o navio de GNL Al Rekayyat. Estamos sendo ‌atingidos por um drone no lado de bombordo, na ‌parte superior da sala de máquinas", disse o capitão do Al Rekayyat ⁠em uma comunicação de rádio gravada e analisada pela Reuters. "Situação: incêndio na sala de máquinas e ambiente cheio de fumaça. Não é possível avaliar outros danos."

Ele afirmou que a tripulação estava segura, mas que o navio havia ficado incapacitado, sem motores nem direção, e pediu ajuda a quaisquer embarcações na área.

Não houve reivindicação de ‌responsabilidade pelos ataques. O site de notícias Axios informou que o Irã havia disparado contra ‌dois navios. Nem Washington ⁠nem Teerã comentaram diretamente ⁠sobre as notícias.

Os incidentes, os primeiros ataques relatados no estreito desde o início do luto ⁠pelo líder supremo do Irã na semana ‌passada, serviram como um lembrete ‌de que a questão da navegação no Golfo continua sem solução mais de quatro meses depois que EUA e Israel lançaram uma guerra que, segundo eles, impediria o Irã de ameaçar seus vizinhos.

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CENTENAS DE MILHARES SAEM ÀS RUAS ⁠EM QOM

Os governantes clericais do Irã têm exercido um controle renovado sobre a rota de transporte de energia mais importante do mundo, onde pretendem instalar um sistema permanente de cobrança de taxas — o que representaria uma enorme mudança no equilíbrio de poder em uma região onde Washington ‌atua como garantidor da segurança há gerações.

A liderança iraniana demonstrou seu firme controle sobre o país durante uma semana de luto pelo aiatolá Ali Khamenei, que foi ⁠morto junto com sua filha, neta, genro e nora no primeiro dia da guerra.

Os caixões do líder assassinado e de sua família foram levados pelas ruas da cidade-seminário de Qom na terça-feira, onde centenas de milhares de pessoas empunhavam bandeiras e faixas comparando Khamenei a mártires cujas mortes são fundamentais para a seita xiita.

Em cânticos, prometeram vingar Khamenei. Alguns exibiam cartazes e faixas com os dizeres "Matem Trump".

Um enorme cortejo fúnebre semelhante foi realizado nas ruas de Teerã na segunda-feira, após eventos de oração mais solenes que começaram na última sexta-feira, atraindo figuras de destaque da liderança iraniana e dignitários do exterior. As autoridades afirmam que o corpo do líder será levado para cidades sagradas xiitas no vizinho Iraque, depois trazido de volta ao Irã e sepultado em um santuário medieval.

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