O papa Leão XIV apelou pelo fim do conflito armado na Etiópia, defendendo o diálogo e ajuda humanitária internacional para alcançar a paz duradoura. O pedido ocorre em meio à retomada dos combates entre forças do governo e a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF), que afeta Tigré, Afar e Amhara desde 22 de setembro. A escalada de violência ameaça o acordo de paz de Pretória e, segundo Médicos Sem Fronteiras, já resultou em mais de 700 feridos em apenas uma semana.
O papa Leão XIV pediu para que a atual crise na Etiópia seja resolvida "pelo caminho do diálogo".
Ao final da audiência geral, nesta quarta-feira (30), o pontífice manifestou preocupação com a retomada das hostilidades no Tigré e nas regiões vizinhas de Afar e Amhara, no norte do país.
"O conflito armado nunca resolve problemas, mas apenas os agrava, deixando para trás nada além de morte e destruição", observou Robert Prevost, segundo o qual, "apenas o diálogo pode lançar as bases para uma paz duradoura".
"Espero que a comunidade internacional ofereça sua generosa contribuição para garantir ajuda humanitária a todos", reforçou Leão XIV.
O apelo papal foi feito em meio a uma forte escalada da violência na Etiópia: desde 22 de setembro, combates entre forças ligadas à Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) e tropas do governo etíope voltaram a atingir diferentes localidades da região, colocando em risco o frágil acordo de paz firmado em Pretória, em novembro de 2022.
De acordo com informações divulgadas nesta quarta pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), o conflito já deixou mais de 700 feridos desde a semana passada.