Papa Leão 14 diz que conflitos no Oriente Médio prejudicam relação entre judeus e cristãos

16 set 2026 - 10h44
Resumo
Em documento aprovado pelo papa Leão 14 para marcar 60 anos de diálogo inter-religioso, o Vaticano afirmou que os conflitos no Oriente Médio tensionaram as relações entre judeus e cristãos, mas sem romper as bases construídas desde 1965. O pontífice condenou tanto o antissemitismo, classificado como uma luta comum de ambas as religiões, quanto a islamofobia, reforçando a necessidade de manter firmes os canais de comunicação mesmo diante das divergências sobre a violência regional.

O ‌papa Leão 14 afirmou nesta quarta-feira que os recentes conflitos no Oriente Médio colocaram à prova as relações entre judeus e cristãos, acrescentando que as diferentes visões sobre ⁠a violência em curso tensionaram o diálogo, mas ‌não o romperam.

Em um novo documento para marcar os últimos 60 anos de ‌esforços da Igreja Católica ‌em prol do diálogo inter-religioso, o ⁠papa também reiterou as condenações da Igreja tanto ao antissemitismo quanto à islamofobia.

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"Os conflitos que eclodiram no Oriente Médio nos últimos anos... deixaram sua marca no diálogo judaico-cristão", afirma ‌o documento, elaborado por três importantes órgãos ‌do Vaticano e ⁠aprovado por ⁠Leão 14.

"Muitos canais de comunicação ficaram tensos", dizia o ⁠texto. "No entanto, ‌os pilares do ‌diálogo entre os crentes, construídos ao longo de 60 anos de esforço comum, permaneceram firmes. Sobre esses alicerces, é possível ⁠e necessário continuar a construir."

O documento, emitido para marcar o aniversário de um documento da Igreja de 1965 amplamente reconhecido por ter amenizado séculos ‌de animosidade entre judeus e cristãos, não mencionou nenhum conflito específico no Oriente Médio.

Leão, ⁠o primeiro papa nascido nos Estados Unidos, já havia criticado a guerra no Irã, atraindo a ira do presidente Donald Trump nas redes sociais.

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O documento desta quarta-feira descreveu o combate ao antissemitismo como uma "luta comum" para judeus e cristãos. Ele também afirmou que as atitudes de islamofobia "não conseguem distinguir" entre casos de violência extremista e a vida cotidiana dos muçulmanos em todo o mundo.

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