Milhares ainda estão desaparecidos no Nepal semanas após enchente

16 set 2026 - 11h11
(atualizado às 11h52)
Resumo
Semanas após um colapso glacial provocar enchentes devastadoras no Nepal, cerca de 5.200 pessoas continuam desaparecidas e ao menos 1.399 morreram. Autoridades enfrentam grandes desafios logísticos no terreno montanhoso e identificaram apenas 7% dos corpos resgatados (105 no total), apesar dos testes de DNA e do uso de drones térmicos e helicópteros. Enquanto as chances de achar sobreviventes diminuem, familiares de vítimas locais e estrangeiras cobram mais agilidade e informações nas buscas.

As autoridades ‌do Nepal afirmaram nesta quarta-feira que apenas cerca de 7% dos corpos recuperados após a enchente devastadora foram identificados, o que ressalta a magnitude do trabalho necessário para ajudar milhares ⁠de famílias a descobrir o que aconteceu ‌com seus entes queridos.

Semanas depois que a torrente de lama, rochas e água foi ‌desencadeada por um colapso glacial, ‌os familiares continuam buscando respostas das ⁠autoridades, à medida que as esperanças de encontrar sobreviventes diminuem.

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Cerca de 5.200 pessoas continuam desaparecidas, incluindo 636 estrangeiros, depois que o desastre varreu comunidades montanhosas e usinas hidrelétricas, matando pelo ‌menos 1.399 pessoas, informou a Autoridade Nacional de ‌Redução e Gestão ⁠de ⁠Riscos de Desastres do Nepal, em comunicado enviado por email ⁠à Reuters.

A ‌agência informou que coletou ‌amostras de DNA de 1.206 corpos e 1.889 amostras de familiares dos desaparecidos.

Apesar disso, no total, apenas 105 corpos foram identificados ⁠e entregues aos familiares, acrescentou.

As autoridades mobilizaram drones térmicos e helicópteros nas buscas e trouxeram especialistas para resgatar trabalhadores presos em túneis.

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A busca pelos ‌desaparecidos resultou em alguns resgates notáveis de pessoas presas em túneis de usinas hidrelétricas.

No entanto, ⁠o fluxo de informações sobre os esforços de resgate, que antes era constante, diminuiu, segundo as famílias dos estrangeiros.

"O espaço aéreo restrito, o terreno montanhoso de difícil acesso e a extensão dos escombros acumulados são os principais desafios para localizar as pessoas desaparecidas", afirmou o órgão, acrescentando que está fornecendo atualizações regulares às embaixadas e às famílias por meio de canais diretos e indiretos.

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