Durante o Angelus, o papa Leão XIV manifestou preocupação com a crise humanitária na Somália, agravada pela violência e por eventos climáticos extremos, pedindo ajuda à comunidade internacional. O pontífice também pregou a superação de rivalidades em favor da paz e da misericórdia. Por fim, ao citar uma homenagem aos prisioneiros da Segunda Guerra Mundial em Pescantina, defendeu que o mundo deve aprender com a história para não repetir os erros do passado.
O papa Leão XIV manifestou neste domingo (20) preocupação com a crise humanitária em partes da Somália e pediu um compromisso maior da comunidade internacional para auxiliar a população afetada pela violência e por fenômenos climáticos extremos.
Durante o Angelus, o pontífice afirmou acompanhar "com grande preocupação" a situação no país, destacando que os episódios de violência e as condições climáticas adversas estão agravando uma realidade já precária da população, especialmente para mulheres e crianças.
"Espero um compromisso generoso da comunidade internacional, para que não falte a assistência necessária aos nossos irmãos e irmãs daquela região", declarou.
Em sua reflexão sobre o Evangelho do dia, o Papa também falou sobre a importância da paz e da superação das rivalidades.
Segundo ele, "todos ganhamos alegria, sabedoria e futuro quando a lei do amor interrompe a lei do cálculo, quando a experiência da misericórdia amplia o conceito de mérito e quando o dom da paz suspende as rivalidades e nos aproxima em gratidão".
Leão XIV afirmou ainda que não deve haver espaço para inveja e divisão diante da ação de Deus e convidou os fiéis a buscar o Senhor e abandonar "os caminhos tortuosos e os pensamentos perversos".
"Os planos de Deus são infinitamente maiores e ? ouso dizer ? mais 'humanos' do que aqueles que nós, homens e mulheres marcados pelo pecado, poderíamos conceber ou concretizar", concluiu.
Ao final da oração na Praça São Pedro, o líder da Igreja Católica também fez referência a Pescantina, na província italiana de Verona, onde ocorre um evento em um monumento dedicado aos ex-internados deportados e mantidos prisioneiros durante a Segunda Guerra Mundial.
"Não devemos esquecer, mas sim aprender com a história para não repetir os erros do passado", concluiu.