Novo premiê do Reino Unido diz que nunca correrá riscos com economia

20 jul 2026 - 12h43
(atualizado às 23h39)

O novo primeiro-ministro do Reino ‌Unido, Andy Burnham, afirmou nesta segunda-feira que nunca correrá riscos com a economia, reafirmando o compromisso de respeitar as regras fiscais do governo anterior.

Burnham prometeu medidas para ajudar a aliviar o custo de vida, mantendo-se fiel às regras fiscais — ⁠entre as quais se destaca o compromisso de equilibrar as ‌despesas correntes com a receita até o final da década — e às promessas eleitorais de não aumentar os ‌impostos sobre os trabalhadores.

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Questionado sobre como ‌ele poderia fazer mais sem deixar de cumprir essas ⁠regras fiscais e se isso significará mais endividamento para investir, Burnham disse aos repórteres: "Acho que vocês se adiantaram um pouco nessa questão, porque eu disse que vamos seguir... as regras fiscais existentes e, obviamente, usar qualquer flexibilidade dentro delas".

"Portanto, ‌nada disso tem a ver com correr riscos com a ‌economia. Nunca fiz isso ⁠em nenhum ⁠cargo que ocupei. Sempre adotei uma abordagem muito prudente."

Anteriormente, em seu primeiro ⁠discurso, do lado de ‌fora da residência oficial ‌em Downing Street, Burnham indicou que terá como objetivo reduzir os gastos com assistência social para permanecer dentro das regras fiscais e cumprir os compromissos do Reino Unido ⁠em matéria de defesa.

Ele deu poucos detalhes sobre seus planos políticos futuros, mas disse que tentará oferecer à população britânica algum "alívio" diante da crise do custo de vida, com medidas imediatas a serem ‌anunciadas a partir de terça-feira.

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Burnham disse aos repórteres que está "finalizando" os detalhes dessas medidas, recusando-se a especificar quais seriam.

"Mas ⁠queremos apenas fazer algumas coisas que as pessoas percebam e sintam rapidamente", disse ele.

"Isso não vai resolver tudo, não vai tirar toda a pressão, mas apenas mostra a direção a ser seguida e... como ajudá-las."

Burnham estava analisando o limite da "renda isenta", a partir do qual as pessoas começam a pagar imposto de renda — limite que governos sucessivos congelaram, fazendo com que mais pessoas passassem a pagar imposto à medida que suas rendas aumentavam.

"É difícil porque alterar o limite não deixa de ter consequências significativas", disse ele. "Mas estou analisando a questão."

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