A Rússia confirmou nesta segunda-feira (20) a expulsão de um adido militar italiano e seu assistente em retaliação à ação similar realizada pelo governo de Giorgia Meloni contra dois funcionários de Moscou em Roma. Ao mesmo tempo, a chancelaria russa declarou os dois diplomatas italianos como "personae non gratae".
Citada pela Tass, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, admitiu a expulsão do adido de defesa da Itália em Moscou, Vittorio Parrella, e seu adjunto, Davide D'Aprile, "com base no princípio da reciprocidade".
"Esses funcionários, juntamente com seus familiares, devem deixar a Federação Russa no prazo de três dias", diz o comunicado do Ministério russo, definindo como "exigências infundadas feitas anteriormente pelo lado italiano para que funcionários da Embaixada da Rússia deixassem a Itália".
Mais cedo, o governo italiano havia anunciado a expulsão dos diplomatas, após Moscou ter convocado o encarregado de negócios Giovanni Scopa.
Para o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, a medida russa foi tomada "sem justificativa" e representou um "ato flagrante de retaliação".
Segundo ele, a expulsão ocorreu após a Itália determinar, no início de julho, a saída de dois adidos militares da Embaixada russa em Roma por supostas atividades de espionagem contra a segurança nacional italiana. .