Com alta de 13,6% nas importações no Brasil em 2026, o Rio de Janeiro sediou o 5º roadshow "I Love Italian Wines". Promovido pela ICE com a Vinitaly e a Wine South America, o evento reuniu 56 empresas e 600 rótulos, buscando conectar produtores a importadores locais. A iniciativa visa expandir a rica diversidade dos vinhos italianos em um mercado em expansão, cenário impulsionado pelo interesse crescente do consumidor e pelas futuras reduções tarifárias do acordo entre União Europeia e Mercosul.
O crescimento de 13,6% nas importações de vinhos italianos pelo Brasil nos primeiros oito meses de 2026, em contraste com as tendências globais, reforçou o compromisso da ICE ? Agência Italiana de Comércio Exterior ? com a promoção do setor vitivinícola no país.
Nesse contexto, o Rio de Janeiro recebeu a quinta edição do roadshow "I Love Italian Wines". Organizado pela agência em parceria com a Vinitaly e a Wine South America, o evento reuniu 56 empresas, entre importadores brasileiros e vinícolas italianas, com cerca de 600 rótulos apresentados a profissionais do setor.
A iniciativa foi inaugurada pelo cônsul-geral da Itália no Rio de Janeiro, Andreas Ferrarese, que destacou que "o vinho faz parte da cultura italiana e está se expandindo pelo mundo".
"Estou impressionado porque, há 10 anos, o consumo de vinho no Brasil era menos difundido, enquanto hoje saio com amigos brasileiros e é comum que eles apreciem uma boa taça de vinho italiano", disse.
O diplomata também ressaltou que o produto "é perfeito para acompanhar a maravilhosa culinária brasileira".
O roadshow da ICE é considerado uma iniciativa estratégica no Brasil, mercado visto como jovem e de grande potencial. Segundo Ronaldo Padovani, analista sênior de comércio exterior da ITA, "50% das vinícolas presentes aqui ainda não têm importador e estão buscando um". O objetivo é ampliar a presença dos produtores italianos e valorizar a diversidade da produção do país.
"Existem vinhos do Norte, das montanhas, das praias, de solos arenosos e vulcânicos, mais ou menos expostos ao Sol. A Itália é o maior produtor de vinhos, mas também é líder em qualidade, com cerca de 35 mil vinícolas registradas e o maior número de uvas autóctones e DOCG. É tudo isso que queremos mostrar: uma imensa variedade e um vasto patrimônio histórico que, se não forem bem apresentados a um mercado jovem, podem gerar confusão", afirmou.
A partir dessa estratégia, a ICE passou a desenvolver ações em três frentes: ampliar a presença de compradores brasileiros em feiras internacionais, participar da Wine South America e levar o "I Love Italian Wines" aos principais mercados do país.
As iniciativas são combinadas com masterclasses, que também têm forte adesão no Rio de Janeiro.
"Nos primeiros oito meses de 2026, as importações brasileiras aumentaram 13,6% em valor e cerca de 8% em quantidade. Isso demonstra que investir em comunicação em um mercado receptivo compensa", acrescentou Padovani.
Outra oportunidade para o setor é o acordo entre União Europeia e Mercosul. As tarifas sobre os vinhos espumantes foram eliminadas, enquanto as aplicadas aos demais vinhos serão reduzidas gradualmente até chegarem a zero em uma década, ampliando progressivamente o potencial do mercado.
Para Marcos Milanez, diretor da Milanez & Milaneze, empresa do grupo Veronafiere, "os dados confirmam a importância do trabalho da ICE no mercado brasileiro. Este evento, agora em sua quinta edição, está mostrando impacto nos números de importação.
Estamos caminhando na direção certa".
O Brasil, acrescentou o gestor, "tem um grande potencial de consumo", enquanto as masterclasses permitem apresentar ao público brasileiro "vinhos um tanto desconhecidos" no país.
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