O Equador está sob novo estado de emergência e toque de recolher até 18 de maio. A medida entrou em vigor no domingo (3) por decreto do presidente Daniel Noboa, que visa "reduzir os níveis de violência e desmantelar grupos do crime organizado".
Dessa forma, está proibida a circulação de civis das 23h às 5h locais em nove das 24 províncias do país sul-americano, incluindo Guayas, Manabí, Pichincha e Esmeraldas, pontos-chave para o tráfico de drogas e onde se localizam a capital, Quito, e a cidade portuária de Guayaquil, epicentro da criminalidade e da violência. Segundo dados oficiais, essas áreas respondem por aproximadamente 90% dos incidentes violentos e mais de 86% dos crimes registrados em todo o país.
Quem violar as regras pode ser condenado a até três anos de prisão.
Além disso, durante o estado de emergência, a polícia e o Exército podem revistar residências sem mandado judicial.
Até o momento, mais de 4 mil detenções foram efetuadas, a maioria envolvendo trabalhadores ou transeuntes, enquanto familiares relataram abusos em delegacias equatorianas.
Desde que assumiu a presidência, em 2023, sendo reeleito em 2025, Noboa declarou 21 vezes o estado de emergência e nove, o toque de recolher. Segundo o chefe de Estado, na intervenção realizada em março deste ano, os homicídios caíram em 28%, com mais de 1,2 mil detenções. No entanto, o governo reconhece que a atividade criminosa tenha migrado parcialmente para outras áreas.