Níger diz ter retomado controle de base aérea após motim de soldados

30 ago 2026 - 16h43
(atualizado às 17h14)
Resumo
O Exército do Níger retomou o controle de uma base aérea em Niamei após horas de combate contra centenas de soldados amotinados. O motim reflete tensões internas nas Forças Armadas em meio à luta contra jihadistas e desafia o líder militar Abdourahamane Tiani. Para conter a rebelião no local estratégico, que abriga tropas estrangeiras, o governo recorreu ao apoio da força paramilitar russa Africa Corps e recebeu caças e aviões militares da Argélia. A capital voltou à calma no domingo.

O Exército do Níger retomou ‌o controle de uma importante base aérea militar neste domingo, após ter sido atacada por soldados amotinados no dia anterior — o mais recente desafio ao governante militar Abdourahamane Tiani, enquanto seu governo luta para conter uma insurgência jihadista.

O ataque destacou as tensões ⁠dentro das Forças Armadas do Níger, que têm sofrido repetidas derrotas ‌no campo de batalha ao combater grupos afiliados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico na África Ocidental.

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Explosões e tiros ‌ecoaram por Niamei na madrugada de sábado, ‌inclusive nas proximidades da base aérea militar e da ⁠Presidência. Três fontes de segurança informaram à Reuters neste domingo que as forças governamentais haviam retomado a base aérea após horas de combate.

Moradores afirmaram que a capital parecia calma neste domingo, enquanto aeronaves sobrevoavam a cidade e as autoridades desmontavam os ‌bloqueios de vias erguidos durante os distúrbios.

Localizada no mesmo complexo que ‌o aeroporto civil ⁠de Niamei, a ⁠base aérea abriga aeronaves militares e drones, bem como uma unidade antiterrorismo ⁠da Aliança dos Estados ‌do Sahel (AES), que inclui o ‌Níger, o Mali e Burkina Faso.

Forças russas e italianas também estão estacionadas no local.

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O Africa Corps, uma força paramilitar controlada pelo Kremlin, recebeu um pedido de assistência para neutralizar ⁠os amotinados em Niamei, afirmou Viktor Voropaev, embaixador da Rússia no Níger, no sábado, em entrevista à agência de notícias Tass.

A Presidência do Níger informou que a Argélia também enviou ajuda na forma de quatro ‌caças, uma aeronave de transporte e um avião-tanque, entregues no domingo.

Antes do ataque de sábado, a base aérea já havia ⁠sido alvo de ataques duas vezes este ano — em janeiro, pela filial regional do Estado Islâmico, e em junho, pela filial regional da Al-Qaeda.

A mídia estatal do Níger informou no final do sábado que o ataque envolveu "centenas de soldados insatisfeitos" e que os combates duraram várias horas, enquanto forças leais ao líder militar Tiani tentavam retomar o controle.

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A mídia exibiu imagens que supostamente mostravam os amotinados se rendendo.

A Reuters não confirmou de forma independente a reportagem da mídia estatal.

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