O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o copiloto omani que atacou o comandante com um canivete em um voo de Dubai a Tel Aviv pretendia derrubar a aeronave após sofrer radicalização islâmica. O piloto indiano, ferido durante a luta, conseguiu abrir a cabine e, com o apoio de passageiros e tripulantes, conteve o agressor e pousou em emergência na Arábia Saudita, salvando 170 pessoas. O caso, comparado por Netanyahu ao 11 de Setembro, agora é investigado em cooperação com Dubai.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira (2) estar convencido das evidências que mostram que a intenção do copiloto omani era "derrubar o avião", que saiu de Dubai rumo a Tel Aviv na quarta-feira (30). Segundo ele, "o agressor passou por um processo de radicalização islâmica".
"Estamos investigando se ele [o copiloto] foi enviado por alguém, e quem quer que o tenha enviado pagará um preço muito alto", declarou Netanyahu em um vídeo divulgado por seu gabinete.
O premiê ainda exaltou o passageiro israelense "Yaniv e seus heroicos companheiros que impediram uma catástrofe como a de 11 de setembro".
Ontem, o omani foi transferido de Tabuk, na Arábia Saudita, onde a aeronave fez um pouso de emergência diante do incidente, para Dubai, nos Emirados Árabes. Dadas as boas relações de Israel com o país, isso permite uma maior cooperação com os investigadores da nação judia.
Na quarta, o voo da FlyDubai que seguia de Dubai para Tel Aviv foi desviado para a Arábia Saudita após o copiloto atacar o comandante da aeronave, o indiano Smit Machchhar, com um canivete.
Durante o voo, o avião transmitiu inicialmente o código de emergência 7700, utilizado para indicar uma situação de emergência geral. Em seguida, o transponder passou a emitir o código 7500, associado a suspeita de sequestro ou interferência ilegal na aeronave. Pouco depois, o código voltou a 7700.
A sequência de sinais provocou uma resposta de segurança em Israel. De acordo com autoridades israelenses, caças da Força Aérea foram acionados diante da possibilidade de uma ameaça à aeronave, que chegou a perder cerca de 14 mil pés de altitude em menos de 30 segundos durante o episódio, antes de seguir para o pouso em Tabuk.
Hoje, Machchhar revelou detalhes da agressão em uma videochamada com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
"Estava lutando pela minha vida. Percebi que, se não demonstrasse coragem, 170 passageiros morreriam", relatou o piloto, que, em meio aos golpes, abriu a porta da cabine e, com a ajuda de membros da tripulação e de alguns passageiros para conter o agressor, conseguiu aterrissar o avião em segurança na Arábia Saudita.