Christa Pike, condenada à morte, está em estado crítico após a execução fracassar no Tennessee, levando o governador a ordenar uma investigação sobre o ocorrido.
A prisioneira Christa Pike, de 50 anos, está internada em estado crítico no Tennessee, nos Estados Unidos, após sua execução fracassar na quinta-feira, 1.
Condenada à morte pela tortura e assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995, Pike, que tinha 18 anos à época, recebeu duas injeções de pentobarbital, mas continuou respirando e chegou a dizer que sentia dor no braço. Ela também emitiu sons semelhantes a roncos e ficou ofegante enquanto estava inconsciente.
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Antes do procedimento, Pike afirmou estar em paz e disse que deixava o mundo 'com amor'. "Estou pronta para ser livre. Hoje é um dia feliz", declarou enquanto estava amarrada a uma maca.
A execução começou por volta das 19h27, mas mesmo após a administração dos medicamentos ela permaneceu viva por mais de uma hora, segundo testemunhas ouvidas pela Associated Press (AP).
Em determinado momento, Pike e seu conselheiro espiritual cantaram uma música que incluía a frase 'eu amo você', enquanto o guru passava a mão em sua testa.
Na sequência, o advogado de Pike, Randy Spivey, pediu que o procedimento fosse interrompido e que ela recebesse atendimento médico. Por volta das 20h50, ele foi informado de que uma ambulância estava a caminho.
Pouco depois, testemunhas e jornalistas foram retirados do local, e ambulâncias e caminhões de bombeiros chegaram à prisão às 21h14. A detenta foi levada a um hospital, onde permanecia em estado crítico nesta sexta-feira, 2.
O governador do Tennessee, Bill Lee, afirmou estar 'profundamente desapontado' com o episódio e determinou uma investigação independente. Pike foi condenada à morte aos 18 anos e, caso a
execução tivesse sido concluída, seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos.