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Christa Pike está hospitalizada após sobreviver a execução no Tennessee

1 out 2026 - 15h39
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Resumo
Christa Pike, de 50 anos, sobreviveu a duas tentativas de injeção letal no Tennessee e está hospitalizada, reacendendo debates sobre a pena de morte nos EUA. Condenada por um homicídio em 1995, ela seria a primeira mulher executada no estado em mais de dois séculos. Diante da falha com o uso de pentobarbital, o governador Bill Lee suspendeu as execuções previstas para este ano e determinou uma investigação independente sobre o caso, que também gerou fortes críticas da ONU contra o método adotado.

Christa Pike recebia cuidados médicos em um ‌hospital de Nashville na quinta-feira, poucas horas depois de ter sobrevivido a duas tentativas do Tennessee de executá-la por meio de injeções letais, segundo seus advogados, o que reacendeu o debate sobre a pena de morte nos Estados Unidos.

Pike, de 50 anos, foi condenada à morte na década de 1990 depois que um júri a ⁠considerou culpada por um homicídio que ela cometeu quando era adolescente. Sua execução mal ‌sucedida na quarta-feira na Instituição de Segurança Máxima de Riverbend, a segunda neste ano no Tennessee, destaca as dificuldades que os Estados norte-americanos enfrentam para realizar injeções ‌letais e encontrar métodos alternativos adequados para a ‌pena capital.

"Christa está viva neste momento", disse Randall Spivey, um dos advogados ⁠de Pike, aos repórteres, na tarde de quinta-feira. "Não temos uma ideia de seu prognóstico nem muitas informações atualizadas sobre sua saúde no momento, mas sabemos que ela está viva agora e recebendo cuidados médicos que estão salvando sua vida."

O governador do Tennessee, Bill Lee, que na segunda-feira negou pedido de clemência de Pike para comutar sua ‌pena para prisão perpétua, ordenou a suspensão das execuções programadas no Tennessee até o ‌final do ano e uma ⁠análise independente da ⁠tentativa fracassada de quarta-feira.

"Ninguém queria que o que aconteceu ontem à noite tivesse acontecido", disse Lee, ⁠do Partido Republicano, aos repórteres. "É uma tragédia, ‌e é profundamente perturbador para ‌mim que isso tenha acontecido neste Estado. O povo merece melhor e vamos garantir que isso aconteça."

O Tennessee adotou, em 2024, um protocolo de injeção letal com um único medicamento, utilizando pentobarbital, um barbitúrico potente. Autoridades prisionais injetaram duas ⁠seringas em Pike, segundo informaram seus advogados em um documento judicial apresentado tarde da noite, causando-lhe "agonia desnecessária", mas sem matá-la.

Autoridades do Tennessee afirmaram que a execução foi interrompida e que ela foi levada em uma ambulância. Kayla Hackney, porta-voz do Departamento de Correções, se recusou a responder ‌a perguntas sobre o estado de saúde de Pike na quinta-feira. Pike teria sido a primeira mulher executada pelo Tennessee em mais de dois séculos.

A maioria dos ⁠países do mundo aboliu a pena de morte, e o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, afirmou que o caso de Pike mostrou que os EUA deveriam seguir o exemplo.

"O sofrimento prolongado - físico e mental - decorrente das múltiplas tentativas fracassadas de execução é repugnante e cruel", disse Turk em comunicado.

Pike tinha 18 anos em janeiro de 1995 quando ela, seu namorado de 17 anos, Tadaryl Shipp, e um terceiro companheiro atraíram Colleen Slemmer, uma colega de classe de 19 anos do centro profissionalizante Job Corps em Knoxville, para uma área arborizada, onde a torturaram e a mataram. Pike e Shipp confessaram o assassinato e ambos foram condenados por homicídio doloso qualificado.

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