"Não há motivo para nos temerem", diz Le Pen a líderes empresariais antes do debate presidencial na França

27 ago 2026 - 12h29
(atualizado às 13h43)
Resumo
Líder nas pesquisas para a eleição presidencial de 2027, Marine Le Pen tentou tranquilizar o setor corporativo ao afirmar que suas propostas não trazem riscos econômicos. A declaração ocorre em meio à queda das ações francesas e a fortes incertezas sobre o orçamento nacional. O mercado permanece receoso perante o cenário eleitoral, com 82% dos empresários prevendo impactos econômicos negativos com o próximo presidente, enquanto rivais de centro e de esquerda também disputam espaço.

Os líderes empresariais não têm ‌motivos para se preocupar com os planos políticos do partido Reunião Nacional, afirmou nesta quinta-feira a líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, antes do primeiro debate entre candidatos à Presidência da França.

As ações das principais empresas francesas ⁠atingiram a menor cotação em um mês no início ‌desta quinta, com os investidores preocupados com o orçamento a ser apresentado e os riscos políticos, antes das ‌eleições presidenciais do ano que vem.

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"Os ‌empresários que se deram ao trabalho de examinar ⁠as propostas do Reunião Nacional não têm motivos para se alarmar com as medidas que estamos propondo", disse Le Pen ao chegar para o debate na reunião anual da MEDEF, uma federação de líderes empresariais franceses.

As pesquisas de opinião ‌apontam consistentemente que Le Pen, que se posiciona contra ‌a imigração e é ⁠eurocética, vencerá ⁠o primeiro turno das eleições em abril de 2027 por uma ampla ⁠margem, além de estar ‌bem posicionada para ‌vencer o segundo turno em maio.

As últimas pesquisas indicam que o líder da extrema-esquerda, Jean-Luc Mélenchon, pode ser seu rival no segundo turno. Outros apontam que o ⁠ex-primeiro-ministro de centro-direita, Edouard Philippe, chegará ao segundo turno.

Enquanto isso, a França enfrenta uma batalha orçamentária anual particularmente perigosa nos próximos meses, à medida que os partidos políticos disputam posições antes da ‌eleição presidencial, enquanto investidores ansiosos buscam sinais de que Paris possa recuperar o controle de suas finanças públicas.

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O governo ⁠minoritário do primeiro-ministro Sébastien Lecornu deve definir sua meta de déficit para 2027 nas próximas semanas e precisa apresentar um projeto de lei ao Parlamento até 6 de outubro.

Uma pesquisa de opinião realizada pela OpinionWay para o MEDEF mostra que 82% dos empresários estão pessimistas quanto ao impacto das políticas do próximo presidente sobre a economia — seja quem for esse presidente.

Mélenchon, Philippe, outro ex-primeiro-ministro centrista, Gabriel Attal, e o candidato de centro-esquerda Raphael Glucksmann estão entre aqueles que também participarão do debate.

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