Morte de homem durante prisão policial na Itália gera protestos nas ruas

20 jul 2026 - 09h40
(atualizado às 21h38)

Um homem morreu na cidade de ‌Bolonha, no norte da Itália, enquanto era imobilizado no chão pela polícia que tentava prendê-lo, em um incidente filmado que gerou protestos nas ruas e que está sendo investigado pelo Ministério Público.

Abderrahim Fakir, um empresário nascido no Marrocos que administrava uma pequena empresa de mudanças ⁠e limpeza, morreu no domingo depois que a polícia foi chamada para ‌lidar com um homem que se comportava de forma agressiva e danificava um veículo, segundo a mídia italiana.

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As imagens do incidente, ‌filmadas por um morador e compartilhadas amplamente ‌na internet, levaram centenas de pessoas a protestar e geraram ⁠reações em todo o espectro político, com políticos da oposição exigindo responsabilização e a coalizão governista defendendo os policiais envolvidos.

De acordo com o jornal local Il Resto del Carlino, os manifestantes entoaram slogans contra a polícia e se ajoelharam com os punhos erguidos, adotando gesto associado ‌ao movimento Black Lives Matter, que surgiu nos Estados Unidos após ‌a morte de George ⁠Floyd em Minneapolis, ⁠em 2020.

As imagens mostravam Fakir deitado de bruços no chão enquanto dois policiais ⁠o imobilizavam. É possível ouvi-lo pedindo ‌ajuda repetidamente e lutando ‌para respirar antes que seus movimentos cessassem gradualmente.

O Ministério Público de Bolonha e o Ministério do Interior da Itália não responderam imediatamente a pedidos de comentário. A polícia de Bolonha afirmou que ⁠entregaria às autoridades investigativas as imagens das câmeras corporais dos policiais que intervieram.

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De acordo com reportagens da mídia, os policiais chamaram os serviços de emergência após chegarem ao bairro de Pilastro, no nordeste da cidade, pouco depois do ‌meio-dia, quando as temperaturas ultrapassavam 35 graus Celsius. A polícia tentou acalmar Fakir antes de usar spray de pimenta e imobilizá-lo enquanto ⁠tentava algemá-lo, depois que ele reagiu agressivamente, segundo reportagens da mídia.

"Eles mataram meu irmão a sangue frio, eu quero justiça", disse a irmã de Fakir, Khadija, aos repórteres, enquanto centenas de pessoas em Pilastro saíam às ruas no domingo, com alguns manifestantes entoando slogans contra a polícia.

Outro protesto estava previsto para ocorrer no centro de Bolonha na segunda-feira, com o apoio do prefeito de centro-esquerda Matteo Lepore, do sindicato CGIL e de outras organizações de esquerda.

A Liga, de direita, que faz parte do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, pediu investigações rigorosas, mas afirmou que os policiais estavam "cumprindo seu dever" ao intervir "a pedido de cidadãos exasperados".

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