Morreu aos 13 anos de idade o menino italiano Mattia Maestri, que estava em estado vegetativo desde 2017 por ter consumido um queijo de leite cru contaminado pela bactéria Escherichia coli.
A infecção provocou uma síndrome hemolítico-urêmica (SHU), distúrbio raro que leva à formação de coágulos pelo corpo, bloqueando o fluxo de sangue para órgãos vitais, incluindo o cérebro.
"O nosso Mattia nos deixou e, em nome dele, agradeço a vocês por terem contribuído para tornar seu falecimento menos doloroso", disse o pai da criança, Giovanni Battista Maestri, em uma mensagem publicada no jornal "Il T" neste domingo (2).
Dois responsáveis pela empresa de laticínios produtora do queijo já foram condenados por lesões culposas, ou seja, quando não há intenção de cometer o crime, sentença confirmada pela Suprema Corte de Cassação. No entanto, com a morte do menino, existe a possibilidade de reabrir o inquérito por homicídio.
Já Giovanni transformou a dor em ativismo e fundou uma associação dedicada a alertar para os riscos de contaminação em produtos alimentares e pedir a proibição do consumo de queijos de leite cru ou de maturação curta por crianças de menos de 10 anos.
"É preciso ter muito cuidado com o leite cru, que pode ser perigoso, principalmente para crianças pequenas, por conter bactérias", explicou Marina Vivarelli, nefrologista pediátrica e membro do Conselho Nacional de Saúde da Itália, em um vídeo no perfil do Instagram do Ministério da Saúde.
"Especificamente, a toxina STEC, da Escherichia coli, pode causar gastroenterite em adultos e crianças maiores e provocar uma complicação bastante grave, a síndrome hemolítico-urêmica, em crianças pequenas", acrescentou.