Kevin Rideout, um piloto missionário norte-americano que foi sequestrado em Niamei, capital do Níger, em outubro do ano passado, foi libertado e está sob custódia dos EUA, de acordo com a organização cristã para a qual Rideout trabalhava.
"Estamos gratos em confirmar que nosso bom amigo e irmão em Cristo Kevin Rideout foi libertado após mais de nove meses em cativeiro", afirmou a organização Serving In Mission (SIM) em comunicado divulgado nesta sexta-feira.
"Kevin está bem de saúde e sob os cuidados de autoridades americanas", acrescentou a SIM.
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a libertação de Rideout em uma postagem nas redes sociais nesta sexta-feira.
"Tenho orgulho de anunciar que Kevin Rideout, um maravilhoso missionário cristão, está de volta sob custódia dos Estados Unidos", escreveu Trump em uma postagem no Truth Social. "Kevin, os Estados Unidos da América estão ansiosos para recebê-lo em CASA. Fico feliz por ter ajudado!"
O New York Times, que divulgou a notícia pela primeira vez na quinta-feira, informou que Rideout estava bem de saúde, com base em imagens que comprovavam que ele estava vivo, fornecidas às autoridades norte-americanas nas últimas 48 horas, citando uma autoridade dos EUA.
O Departamento de Estado dos EUA não respondeu a um pedido de comentário sobre a reportagem fora do horário comercial normal.
Em sua postagem, Trump disse que Rideout foi sequestrado por "terroristas jihadistas".
A Reuters havia noticiado em outubro que o missionário, que é piloto da agência missionária evangélica SIM, foi sequestrado por três homens não identificados enquanto se dirigia ao aeroporto, citando um diplomata anônimo, mas não identificou Rideout pelo nome na ocasião.
Os sequestradores seguiram então em direção à região ocidental de Tillabéri, no Níger, onde atuam militantes islâmicos ligados ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda.
O Níger, assim como seus vizinhos Mali e Burkina Faso, vem enfrentando insurgências jihadistas há mais de uma década.
Os EUA emitiram um alerta de viagem sobre o Níger dias após o sequestro, aconselhando seus cidadãos a não viajarem para o país, citando criminalidade, agitação social, terrorismo, riscos à saúde e sequestro.
A Reuters informou posteriormente, em março, que os EUA estavam pressionando para retomar a coleta de informações de inteligência no vizinho Mali, em parte motivados pelo desejo de encontrar o missionário sequestrado, que na época se acreditava estar detido no Mali pela filial local da Al-Qaeda, a Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM).
De acordo com o New York Times, os detalhes sobre como e onde Rideout foi libertado permaneciam obscuros. Também não estava claro qual grupo mantinha Rideout em cativeiro no final de seu sequestro, já que ele poderia ter sido transferido recentemente, acrescentou o Times.