Missionário norte-americano sequestrado no Níger é libertado e está sob custódia dos EUA

14 ago 2026 - 14h31

Kevin Rideout, um piloto missionário norte-americano que foi ‌sequestrado em Niamei, capital do Níger, em outubro do ano passado, foi libertado e está sob custódia dos EUA, de acordo com a organização cristã para a qual Rideout trabalhava.

"Estamos gratos em confirmar que nosso bom amigo e irmão em Cristo Kevin Rideout foi libertado após mais de nove meses em ⁠cativeiro", afirmou a organização Serving In Mission (SIM) em comunicado divulgado nesta sexta-feira.

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"Kevin está ‌bem de saúde e sob os cuidados de autoridades americanas", acrescentou a SIM.

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a libertação de Rideout em ‌uma postagem nas redes sociais nesta sexta-feira.

"Tenho orgulho ‌de anunciar que Kevin Rideout, um maravilhoso missionário cristão, está de ⁠volta sob custódia dos Estados Unidos", escreveu Trump em uma postagem no Truth Social. "Kevin, os Estados Unidos da América estão ansiosos para recebê-lo em CASA. Fico feliz por ter ajudado!"

O New York Times, que divulgou a notícia pela primeira vez na quinta-feira, informou que Rideout estava bem de saúde, com ‌base em imagens que comprovavam que ele estava vivo, fornecidas às autoridades norte-americanas ‌nas últimas 48 horas, ⁠citando uma autoridade dos ⁠EUA.

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O Departamento de Estado dos EUA não respondeu a um pedido de comentário sobre ⁠a reportagem fora do horário comercial ‌normal.

Em sua postagem, Trump disse ‌que Rideout foi sequestrado por "terroristas jihadistas".

A Reuters havia noticiado em outubro que o missionário, que é piloto da agência missionária evangélica SIM, foi sequestrado por três homens não identificados enquanto se dirigia ao aeroporto, citando ⁠um diplomata anônimo, mas não identificou Rideout pelo nome na ocasião.

Os sequestradores seguiram então em direção à região ocidental de Tillabéri, no Níger, onde atuam militantes islâmicos ligados ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda.

O Níger, assim como seus vizinhos Mali e Burkina Faso, ‌vem enfrentando insurgências jihadistas há mais de uma década.

Os EUA emitiram um alerta de viagem sobre o Níger dias após o sequestro, aconselhando seus cidadãos ⁠a não viajarem para o país, citando criminalidade, agitação social, terrorismo, riscos à saúde e sequestro.

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A Reuters informou posteriormente, em março, que os EUA estavam pressionando para retomar a coleta de informações de inteligência no vizinho Mali, em parte motivados pelo desejo de encontrar o missionário sequestrado, que na época se acreditava estar detido no Mali pela filial local da Al-Qaeda, a Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM).

De acordo com o New York Times, os detalhes sobre como e onde Rideout foi libertado permaneciam obscuros. Também não estava claro qual grupo mantinha Rideout em cativeiro no final de seu sequestro, já que ele poderia ter sido transferido recentemente, acrescentou o Times.

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